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Marcelo Serrado faz desabafo sobre síndrome do pânico: 'Ondas de pavor'

Ator relembrou os sintomas intensos das crises de pânico que enfrenta desde 2020 e explicou como a experiência inspirou um documentário e um livro sobre saúde mental

18 jul 2026 - 10h13

Falar sobre saúde mental ainda é um desafio para muitas pessoas. Por isso, quando figuras públicas compartilham suas vivências, elas ajudam a ampliar o diálogo e a reduzir o preconceito em torno do tema. Foi o que fez o ator Marcelo Serrado ao revelar detalhes das crises de pânico que enfrenta desde 2020.

Marcelo Serrado descreveu como são suas crises de pânico e contou que a experiência deu origem ao seu documentário e livro sobre saúde mental
Marcelo Serrado descreveu como são suas crises de pânico e contou que a experiência deu origem ao seu documentário e livro sobre saúde mental
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Em entrevista ao jornal O Globo, o artista descreveu as sensações intensas que experimentava durante os episódios, marcados por sintomas físicos e emocionais que surgiam de forma repentina. "Senti o coração disparar. O quarto parecia menor a cada segundo, as paredes se aproximavam, o ar ficava pesado. Minhas mãos formigavam, a testa suava, o estômago se revirava em ondas de pavor. Eu sabia que estava seguro, mas o corpo gritava o contrário: perigo, perigo, perigo!", contou.

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Quando o corpo reage como se estivesse em perigo

As crises de pânico costumam provocar manifestações físicas muito intensas, mesmo quando não existe uma ameaça real. A sensação de falta de ar, os batimentos acelerados, o suor excessivo e a impressão de que algo grave está prestes a acontecer podem fazer com que muitas pessoas acreditem estar sofrendo um problema cardíaco ou outra emergência médica.

Segundo especialistas, reconhecer esses sinais e buscar ajuda profissional é fundamental para que o diagnóstico seja feito corretamente e o tratamento seja iniciado quando necessário. A psiquiatra Maria Fernanda Caliani explicou, em entrevista recente à CARAS Brasil, que esse tipo de sofrimento ainda é frequentemente minimizado.

"Existe uma banalização do sofrimento emocional. Muitas pessoas escutam que é frescura ou falta de força, quando, na verdade, estamos falando de condições reais, que envolvem alterações neuroquímicas e impacto direto na saúde global", afirmou.

Arte como forma de acolhimento

A experiência vivida por Marcelo Serrado também deu origem a novos projetos. O ator lançará o documentário Fora do Roteiro, que estreia na plataforma de streaming Aquarius em 18 de setembro. Além da produção audiovisual, ele também publicará um livro com o mesmo título pela Editora Sextante.

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Ao transformar uma vivência tão delicada em arte, o artista pretende ampliar a conversa sobre saúde mental e mostrar que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Compartilhar experiências como essa pode incentivar outras pessoas a reconhecerem seus próprios sintomas e procurarem acompanhamento especializado, reforçando que transtornos emocionais merecem o mesmo cuidado e atenção dedicados à saúde física.

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