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Joelho valgo: problema favorece dor crônica e desgaste articular precoce

Caracterizado pelo desalinhamento dos membros inferiores, faz com que os joelhos se toquem enquanto os tornozelos permaneçam afastados

15 ago 2026 - 16h41
Resumo
O joelho valgo, ou 'joelho em X', é um desalinhamento das pernas que pode causar dores, desgaste articular e limitar atividades físicas. As causas incluem genética, sobrepeso e problemas ósseos. O tratamento varia de fisioterapia e controle de peso a cirurgia, dependendo da gravidade. Procurar um especialista é essencial para melhores resultados. 💡

Problema traz dificuldade na mobilidade e impacto na qualidade de vida

Conhecido popularmente como "joelho em X", o joelho valgo é uma alteração caracterizada pelo desalinhamento dos membros inferiores, de forma que os joelhos se tocam enquanto os tornozelos permanecem afastados. "Essa condição pode afetar tanto crianças quanto adultos e, dependendo da gravidade, pode levar a diversas complicações.

Foto: Freepik / Revista Malu

Uma das causas do joelho valgo é justamente o fator genético, em que algumas pessoas nascem com uma predisposição para o desalinhamento dos joelhos. Mas também pode ocorrer por alterações no crescimento, fraqueza muscular, sobrepeso e obesidade e doenças ósseas", explica Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva do hospital Albert Einstein e da Rede D'Or, sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho. "A condição pode impactar a qualidade de vida, favorecendo a dor crônica, o desgaste articular precoce e aumentando o risco de lesões", completa o médico.

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O que causa o 'joelho em x'?

Segundo o ortopedista, além da genética, a falta de força nos músculos do quadril e coxa pode contribuir para o desalinhamento dos joelhos. "O excesso de peso corporal também pode aumentar a pressão sobre as articulações, piorando a condição. E doenças, como o raquitismo e osteomalácia, podem enfraquecer os ossos e favorecer o desenvolvimento do joelho valgo", diz o médico. Quanto às consequências, o especialista argumenta que o mau alinhamento pode sobrecarregar estruturas como cartilagens articulares, meniscos e ligamentos , gerando dor frequente. "Como acelera o desgaste da cartilagem, favorece o desenvolvimento de artrose. E em casos mais graves, o desalinhamento pode afetar a marcha, causando desequilíbrio e maior risco de quedas", diz o médico. "Esses pacientes também podem ter limitação na prática de esportes e atividades físicas de alto impacto."

Embora muitas pessoas com joelho valgo consigam levar uma vida normal, em casos mais acentuados, podem surgir limitações, como a restrição de esportes de impacto (corrida e saltos). "Além disso, existe um maior risco de lesões nos joelhos e tornozelos, especialmente em atividades que exigem estabilidade. Há também uma dificuldade na realização de caminhadas prolongadas, devido à fadiga muscular e ao desconforto articular", comenta.

Como tratar

O tratamento do joelho valgo depende da idade do paciente, da gravidade da alteração e das consequências associadas. O tratamento conservador, segundo o médico, inclui a fisioterapia, uso de palmilhas ortopédicas e controle de peso, mas em alguns casos a cirurgia se faz necessária. "A fisioterapia inclui exercícios específicos para fortalecer os músculos do quadril e da perna, o que ajuda a melhorar o alinhamento e reduzir a dor. Já as palmilhas sob medida podem auxiliar na distribuição do peso sobre os joelhos. Para pacientes com sobrepeso, a perda de peso pode reduzir a sobrecarga sobre as articulações. Mas para correção de situações graves ou quando outros tratamentos não tem eficácia, pode-se recomendar procedimentos cirúrgicos, como osteotomias para corrigir o alinhamento", explica Marcos. "Na cirurgia, o osso é cortado, reposicionado e fixado com material cirúrgico. A fixação pode ser feita com placas e parafusos ou hastes", diz o especialista.

O mais importante, segundo o médico, é buscar ajuda de um especialista. "Com o acompanhamento adequado e medidas de tratamento, é possível minimizar as consequências. Consultar um especialista é essencial para definir a melhor abordagem terapêutica para cada caso", finaliza Marcos.

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