Dizem que os vizinhos de Immanuel Kant acertavam seus relógios quando o viam sair para seu passeio diário, já que ele fazia isso sempre no mesmo horário. Era pontual a ponto de beirar a obsessão, e esse hábito também refletia sua filosofia, especialmente sua visão sobre moralidade e felicidade. "A felicidade, mais do que um desejo, alegria ou escolha, é um dever" é uma das paráfrases mais difundidas de seu pensamento — e faz mais sentido do que parece.
Segundo Kant, querer ser feliz é algo natural, compartilhado por todas as pessoas. Na obra Crítica da Razão Prática, ele afirma que "todo ser racional tem a felicidade como objeto necessário de seu desejo". Ou seja, buscamos a felicidade de forma quase instintiva, como um bebê que segura o dedo quando ele é colocado em sua mão.
Trata-se de um reflexo humano. E, embora seja diferente para cada indivíduo — Kant sustenta que a felicidade é um ideal "não da razão, mas da imaginação" —, ela continua sendo um objetivo comum, independentemente do contexto de cada um.
Ser feliz sem ser uma boa pessoa não é felicidade
Para Kant, porém, ser feliz sem ser uma boa pessoa é algo inconcebível. Embora todos busquem a felicidade, sejam bons ou maus, a verdadeira felicidade não existe sem moralidade. Não existe sem ser uma boa pessoa. E, para isso, é preciso agir de forma moralmente correta simplesmente porque é o certo a fazer.
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