Celebrada em 15 de setembro, a devoção a Nossa Senhora das Dores destaca os sofrimentos de Maria na trajetória de Jesus, representados biblicamente por sete episódios marcantes. Difundida desde o século XI e impulsionada pela Ordem dos Servos de Maria, a data foi oficializada pelo Papa Pio X. Tradicionalmente retratada com espadas no coração ou na clássica cena da Pietà, a figura da Mãe Dolorosa simboliza a perseverança na dor e permanece como refúgio de fé, esperança e consolo para os católicos.
O dia 15 de setembro é dedicado a Nossa Senhora das Dores, uma das representações de Maria na tradição católica. A devoção destaca os momentos de sofrimento vividos pela mãe de Jesus durante a trajetória do filho.
A imagem de Maria associada à dor atravessou séculos e ganhou diferentes formas de celebração. No Brasil e em outros países, a data é marcada por missas, orações e homenagens.
Como surgiu a devoção a Nossa Senhora das Dores?
A devoção à chamada Mater Dolorosa, expressão latina que significa "Mãe Dolorosa", começou a se espalhar na Europa a partir do final do século XI.
Ao longo dos séculos, a tradição ganhou espaço nas celebrações da Igreja Católica. Uma das referências ligadas à devoção é o Stabat Mater, hino medieval que contempla o sofrimento de Maria diante da crucificação de Jesus.
As primeiras celebrações litúrgicas dedicadas às dores de Maria surgiram por volta do século XV.
Oração de Nossa Senhora das Dores
No Dia de Nossa Senhora das Dores, os fiéis podem aproveitar a data para fazer uma oração e pedir consolo diante de momentos difíceis.
Uma prece tradicional pode ser adaptada de acordo com a fé e a intenção de cada pessoa:
"Nossa Senhora das Dores, Mãe que conhece o sofrimento, acolha nossas lágrimas e nossas dificuldades. Interceda por nós nos momentos de aflição e ajude-nos a encontrar força, esperança e fé para seguir em frente. Amém."
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
A contribuição dos Servos de Maria
A Ordem dos Servos de Maria, fundada em 1233, teve papel importante na expansão da devoção.
Os religiosos passaram a incentivar a veneração de Nossa Senhora das Dores. Em 1668, receberam autorização para celebrar uma missa dedicada às Sete Dores de Maria.
A celebração também passou por mudanças ao longo do tempo. Em 1692, o Papa Inocêncio XII autorizou a comemoração no terceiro domingo de setembro.
Depois, a data foi transferida para a sexta-feira anterior ao Domingo de Ramos. Em 1814, o Papa Pio VII estendeu a celebração para toda a Igreja.
Mais tarde, o Papa Pio X estabeleceu 15 de setembro como a data da memória de Nossa Senhora das Dores. A celebração passou a ter o título atual, deixando de ser chamada oficialmente de "Sete Dores de Maria".
Quais são as sete dores de Nossa Senhora?
A tradição católica relaciona as sete dores de Maria a episódios narrados nos Evangelhos. São eles:
- A profecia de Simeão sobre o sofrimento de Jesus;
- A fuga da Sagrada Família para o Egito;
- O desaparecimento de Jesus durante três dias;
- O encontro entre Maria e Jesus durante o caminho para o Calvário;
- A crucificação e a morte de Jesus;
- O momento em que Maria recebe o corpo do filho após a retirada da cruz;
- O sepultamento de Jesus.
Esses episódios representam diferentes momentos de angústia enfrentados por Maria e ajudam a explicar o significado da devoção.
O significado da imagem de Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora das Dores costuma ser representada com uma expressão de tristeza e com sete espadas atravessando o coração. Cada espada simboliza uma das dores atribuídas a Maria.
Em algumas imagens, aparece apenas uma espada. Nesse caso, ela representa o conjunto dos sofrimentos vividos pela mãe de Jesus.
Outra representação mostra Maria diante da cruz, contemplando o filho. Há também a imagem de Maria segurando Jesus depois de sua morte, conhecida como Pietà.
Essas representações reforçam a ideia de uma mãe que acompanha o sofrimento do filho até o fim.
Uma devoção ligada ao consolo
A memória de Nossa Senhora das Dores convida os fiéis a refletir sobre sofrimento, fé e esperança. Na tradição católica, Maria é lembrada como uma mãe que permaneceu ao lado de Jesus durante os momentos mais difíceis.
Por isso, a devoção também pode representar uma busca por consolo para quem enfrenta períodos de dor ou preocupação.
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