Por Marcus Almeida
Carlo Ancelotti surpreendeu ao admitir que também tem suas superstições no futebol. Durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o técnico da Seleção Brasileira brincou sobre o assunto ao ser questionado se possuía algum ritual antes das partidas.
"Bastante, mas superstição não se pode dizer. Na Itália, ser supersticioso não é bom. Dizer traz má sorte", respondeu o treinador, aos risos.
A declaração reacendeu um tema antigo no esporte: as manias, crenças e rituais que acompanham técnicos, jogadores e até torcedores em momentos decisivos.
E Ancelotti está longe de ser o único nome do futebol ligado a superstições curiosas.
Cuca já evitou entrevistas e até mudou rotina por superstição
No futebol brasileiro, um dos casos mais conhecidos é o de Cuca. O treinador construiu ao longo da carreira a fama de extremamente supersticioso, principalmente em decisões importantes.
Em passagem pelo Botafogo, por exemplo, o técnico costumava preparar ações motivacionais antes de partidas decisivas. Em uma final da Taça Guanabara, pediu que familiares dos atletas escrevessem mensagens de apoio para serem penduradas na concentração.
Cuca, atual técnico do Santos - Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Na época, Cuca também revelou algumas manias pessoais. Uma delas envolvia até o posicionamento para entrevistas.
"Essa é a única vez que dou entrevistas aqui. Amanhã já volto para o lugar de sempre", disse o treinador, após aceitar conversar em um espaço diferente do habitual.
Outra superstição curiosa aconteceu durante uma partida contra o Fluminense. Segundo o próprio técnico, ele ficou preocupado por não estar usando o sapato que costumava vestir nos jogos.
"Sábado deu tudo certo. Minha mulher mandou o sapato errado, mas mesmo assim saiu tudo bem", brincou.
Jorge Jesus, Felipão e até torcedores têm rituais próprios
Jorge Jesus, durante a passagem histórica pelo Flamengo em 2019, também virou assunto por conta de um colete preto utilizado em jogos importantes. Muitos torcedores passaram a relacionar a peça aos resultados do clube em campo.
Jorge Jesus - Foto: Reprodução/Instagram
Felipão, outro nome histórico do futebol brasileiro, costumava levar uma santa para o banco de reservas durante partidas da Seleção Brasileira.
As superstições no futebol vão muito além dos treinadores. - Foto: Reprodução/Instagram
Já entre os torcedores, os rituais podem ser ainda mais curiosos.
Há quem use sempre a mesma roupa em dia de jogo, evite cortar a barba durante campeonatos decisivos ou até mantenha objetos específicos como "amuleto da sorte".
Um torcedor do Corinthians chegou a afirmar, em reportagem antiga, que utilizava a mesma cueca em campanhas vitoriosas do clube desde 2008.
"Minha cueca foi campeã da Segundona, do Paulistão, da Copa do Brasil e da Libertadores", contou.
Superstição segue viva no futebol moderno
Mesmo com toda a tecnologia, análise de desempenho e preparação física do futebol atual, as superstições continuam presentes nos bastidores do esporte.
Para muitos profissionais, os rituais funcionam como uma forma de aliviar a pressão antes de decisões importantes. Já para os torcedores, as manias fazem parte da emoção e da conexão afetiva com o clube.
E agora, com Carlo Ancelotti assumindo oficialmente a Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 2026, o assunto voltou a ganhar força entre os fãs do futebol.
Afinal, no esporte mais popular do planeta, parece que sempre existe espaço para uma "ajudinha da sorte".