De Ancelloti a Cuca: quem são os Técnicos mais supersticiosos do futebol

Carlo Ancelotti admitiu ter superstições e reacendeu debate sobre os rituais curiosos de técnicos e torcedores no futebol

21 mai 2026 - 15h45

Por Marcus Almeida

Carlo Ancelotti surpreendeu ao admitir que também tem suas superstições no futebol. Durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o técnico da Seleção Brasileira brincou sobre o assunto ao ser questionado se possuía algum ritual antes das partidas.

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"Bastante, mas superstição não se pode dizer. Na Itália, ser supersticioso não é bom. Dizer traz má sorte", respondeu o treinador, aos risos.

A declaração reacendeu um tema antigo no esporte: as manias, crenças e rituais que acompanham técnicos, jogadores e até torcedores em momentos decisivos.

E Ancelotti está longe de ser o único nome do futebol ligado a superstições curiosas.

Cuca já evitou entrevistas e até mudou rotina por superstição

No futebol brasileiro, um dos casos mais conhecidos é o de Cuca. O treinador construiu ao longo da carreira a fama de extremamente supersticioso, principalmente em decisões importantes.

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Em passagem pelo Botafogo, por exemplo, o técnico costumava preparar ações motivacionais antes de partidas decisivas. Em uma final da Taça Guanabara, pediu que familiares dos atletas escrevessem mensagens de apoio para serem penduradas na concentração.

Foto: João Bidu

Cuca, atual técnico do Santos - Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Na época, Cuca também revelou algumas manias pessoais. Uma delas envolvia até o posicionamento para entrevistas.

"Essa é a única vez que dou entrevistas aqui. Amanhã já volto para o lugar de sempre", disse o treinador, após aceitar conversar em um espaço diferente do habitual.

Outra superstição curiosa aconteceu durante uma partida contra o Fluminense. Segundo o próprio técnico, ele ficou preocupado por não estar usando o sapato que costumava vestir nos jogos.

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"Sábado deu tudo certo. Minha mulher mandou o sapato errado, mas mesmo assim saiu tudo bem", brincou.

Jorge Jesus, Felipão e até torcedores têm rituais próprios

Jorge Jesus, durante a passagem histórica pelo Flamengo em 2019, também virou assunto por conta de um colete preto utilizado em jogos importantes. Muitos torcedores passaram a relacionar a peça aos resultados do clube em campo.

Foto: João Bidu

Jorge Jesus - Foto: Reprodução/Instagram

Felipão, outro nome histórico do futebol brasileiro, costumava levar uma santa para o banco de reservas durante partidas da Seleção Brasileira.

Foto: João Bidu

As superstições no futebol vão muito além dos treinadores. - Foto: Reprodução/Instagram

Já entre os torcedores, os rituais podem ser ainda mais curiosos.

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Há quem use sempre a mesma roupa em dia de jogo, evite cortar a barba durante campeonatos decisivos ou até mantenha objetos específicos como "amuleto da sorte".

Um torcedor do Corinthians chegou a afirmar, em reportagem antiga, que utilizava a mesma cueca em campanhas vitoriosas do clube desde 2008.

"Minha cueca foi campeã da Segundona, do Paulistão, da Copa do Brasil e da Libertadores", contou.

Superstição segue viva no futebol moderno

Mesmo com toda a tecnologia, análise de desempenho e preparação física do futebol atual, as superstições continuam presentes nos bastidores do esporte.

Para muitos profissionais, os rituais funcionam como uma forma de aliviar a pressão antes de decisões importantes. Já para os torcedores, as manias fazem parte da emoção e da conexão afetiva com o clube.

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E agora, com Carlo Ancelotti assumindo oficialmente a Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 2026, o assunto voltou a ganhar força entre os fãs do futebol.

Afinal, no esporte mais popular do planeta, parece que sempre existe espaço para uma "ajudinha da sorte".

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