No Seminário LIDE Wellness, o especialista Gustavo Arns explicou que a felicidade é uma construção diária e consciente, e não um golpe de sorte. Baseado no conceito de Tal Ben-Shahar, ela une bem-estar físico, emocional, intelectual, relacional e espiritual. Como o cérebro tende ao pessimismo automático, é preciso treinar a mente com esforço ativo para valorizar as pequenas coisas do cotidiano, gerando alterações biológicas reais que elevam o bem-estar e a inteligência emocional.
Basta entrar nas redes sociais para ver o mundo envolto em uma nuvem cinza de tragédias. A felicidade não é um evento isolado ou um grande golpe de sorte. É uma construção diária e consciente. Durante o Seminário LIDE Wellness e Qualidade de Vida, realizado na Casa LIDE, o especialista em Psicologia Positiva, Gustavo Arns, detalhou como nossa mente processa o bem-estar.
Além disso, explicou quais são os mecanismos práticos para valorizar os momentos que realmente importam. Segundo ele, para entender esse processo, o primeiro passo é definir o que é felicidade de verdade. É preciso encontrá-la nas miudezas do cotidiano, em vez de esperar um 'grande acontecimento' para ser feliz.
Para dar clareza ao tema, Arns utiliza uma base acadêmica sólida. Ele afirma que gosta muito do conceito do professor Tal Ben-Shahar, de Harvard, que define a felicidade como a combinação de cinco pilares fundamentais: o bem-estar físico, emocional, intelectual, relacional e espiritual. De acordo com o especialista, essa visão torna o sentimento algo concreto e palpável. "Felicidade é a combinação do nosso bem-estar físico, emocional, intelectual, relacional e espiritual", explicou Gustavo, reforçando que essa estrutura nos permite perceber que a alegria está, em grande parte, nas escolhas que fazemos todos os dias.
Felicidade é escolha: "treine seu cérebro"
Durante a conversa, Gustavo falou sobre a importância de "polir" a mente diante de situações desfavoráveis. Para ele, o cérebro humano precisa de um esforço ativo para sair do ciclo de negatividade ao se deparar com tragédias das redes sociais e do noticiário.
Por fim, o especialista ressaltou que a biologia do corpo responde a essas escolhas mentais de forma direta. "O negativo ele é automático, o positivo ele precisa ser consciente", alertou Arns. Segundo ele, quando paramos para observar o que é bom e belo com estado de presença, o cérebro altera a secreção de hormônios e neurotransmissores, gerando uma mudança real no bem-estar. Para ele, quanto mais somos capazes de estimular esses momentos de consciência, mais conseguimos alargar nosso estado de felicidade e fortalecer nossa inteligência emocional para enfrentar os desafios da vida.