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"Eu não sabia que era bonita": Maíra Azevedo reflete sobre autoestima da criança que um dia já foi

A artista contou como a relação da filha com a própria beleza a fez revisitar a infância e querer "fazer as pazes" com sua versão criança

13 set 2026 - 16h27
Resumo
Ao ver a naturalidade da filha Ayana ao se reconhecer bonita, Maíra Azevedo refletiu sobre a própria infância, quando não tinha essa percepção sobre si. A humorista admitiu que não sabia que era bela e expressou o desejo de fazer as pazes com seu passado. O relato enfatiza a importância do diálogo e do afeto desde cedo para ajudar as crianças a desenvolverem uma relação saudável com a própria imagem, ressignificando feridas e fortalecendo a autoestima.

A percepção que uma pessoa constrói sobre a própria aparência pode começar ainda na infância. No programa da Fátima Bernardes, Maíra Azevedo refletiu sobre esse processo a partir de uma conversa sobre sua filha, Ayana, e contou como o comportamento da menina a fez olhar novamente para a própria história. Ela relatou que, certo dia, disse à filha que ela era muito bonita. Como resposta, Ayana afirmou com naturalidade: "Eu sei, mamãe". A reação despertou um sentimento positivo na humorista, que enxergou naquele comportamento algo que gostaria de ter experimentado durante a própria infância.

Maíra Azevedo refletiu sobre a própria infância ao falar sobre a relação da filha com a beleza
Maíra Azevedo refletiu sobre a própria infância ao falar sobre a relação da filha com a beleza
Foto: Reprodução Instagram/@tiamaoficial / Bons Fluidos

"Que bom que minha filha sabe"

Ao ouvir a filha reconhecer a própria beleza sem constrangimento, Maíra contou que sentiu felicidade. Para ela, era importante perceber que a filha tinha consciência de uma característica que ela mesma não reconhecia quando era criança. A partir disso, a jornalista começou a lembrar da própria relação com a aparência. Assim, ela percebeu que, durante a infância, não tinha essa mesma noção de beleza e nem costumava conversar sobre o assunto.

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Uma infância sem esse tipo de conversa

Ela explicou que não teve, naquela época, o hábito de ouvir ou conversar sobre beleza. Naquele período, a rotina estava muito mais concentrada nas responsabilidades e nos "deveres a cumprir". Ao revisitar essas lembranças, portanto, a humorista chegou a uma conclusão que a marcou: "Eu não sabia que eu era bonita". A frase apareceu como uma forma de reconhecer algo que passou despercebido durante sua infância.

A vontade de fazer as pazes com a própria criança

A reflexão também levou a atriz a pensar sobre a maneira como se relacionava com a menina que foi. Depois de perceber essa ausência de reconhecimento, ela afirmou que queria "fazer as pazes" com sua criança. Além disso, mais do que falar sobre aparência, a ideia trouxe à tona a importância de olhar para experiências da infância com mais carinho e compreensão. Dessa forma, ao observar a relação da filha com a própria beleza, Maíra encontrou uma oportunidade de ressignificar parte da própria história.

O que muda quando uma criança reconhece seu valor?

A fala da escritora também levantou uma reflexão sobre a importância de construir uma relação saudável com a própria imagem desde cedo. No relato, porém, a confiança demonstrada por Ayana contrastou com a percepção que a mãe tinha de si mesma na infância. Por isso, a experiência fez Maíra perceber como determinadas conversas, elogios e demonstrações de afeto podem marcar a forma como uma criança se enxerga.

Nesse sentido, reconhecer características positivas não precisa significar estimular padrões de beleza, mas ajudar a criança a desenvolver uma relação mais acolhedora consigo mesma. Por fim, a reflexão da humorista ultrapassou a relação entre mãe e filha. Ao olhar para Ayana, Maíra também reencontrou uma versão mais jovem de si e percebeu que ainda podia cuidar dela com mais carinho.

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