Celebrado em 13 de outubro, São Carlo Acutis faleceu em 2006, aos 15 anos, vítima de leucemia fulminante. Conhecido por evangelizar pela internet e pela devoção eucarística, seus últimos dias foram marcados por serenidade, fé e consciência da morte, impactando médicos e o padre que lhe deu os sacramentos. Antes de falecer, o jovem profetizou à mãe que seria canonizado e que ela teria mais filhos, previsões que se confirmaram com o nascimento de gêmeos e sua posterior santificação pela Igreja.
Celebrado em 13 de outubro, São Carlo Acutis ficou conhecido pela devoção à Eucaristia e pelo uso da tecnologia para compartilhar conteúdos relacionados à fé. O jovem morreu aos 15 anos, em 2006, apenas uma semana após receber o diagnóstico de leucemia promielocítica aguda. Anos depois, sua mãe e profissionais que estiveram próximos dele recordaram como foram aqueles últimos dias.
Como foram os últimos dias de São Carlo Acutis?
Em 10 de outubro de 2006, dois dias antes da morte, o padre Sandro Villa, então capelão do Hospital St. Gerald, nos arredores de Milão, administrou a Unção dos Enfermos e a Sagrada Comunhão a Carlo. No dia seguinte, o adolescente entrou em coma após sofrer uma hemorragia cerebral relacionada à leucemia.
Durante um evento realizado em Assis, em 2020, Villa contou que a aparência tranquila do jovem chamou sua atenção assim que entrou no quarto."Numa pequena sala, no final do corredor, encontrei-me diante de um rapaz. O seu rosto pálido, mas sereno, surpreendeu-me — algo impensável numa pessoa gravemente doente, especialmente num adolescente", afirmou segundo informações do 'Ewtn News'.
Ademais, o sacerdote recordou a maneira como Carlo recebeu os sacramentos. "Fiquei também admirado com a serenidade e a devoção com que, embora com dificuldade, ele recebeu os dois sacramentos. Parecia que ele os estava esperando e sentia a necessidade deles", detalhou.
Mãe relembrou consciência do filho sobre a morte
Em entrevista à 'Minha Biblioteca Católica', a mãe de Carlo contou que manteve a esperança de que o filho sobrevivesse, mas afirmou que o adolescente demonstrava acreditar que sua vida estava próxima do fim.
"Ele tinha plena consciência que morreria. Mas ele disse: 'Não se preocupe, darei muitos sinais.' Depois, depois que ele morreu, eu sonhei com ele, e ele me disse: 'Mãe, me beatificarão e depois me canonizarão.' E também me anunciou o nascimento dos meus dois filhos, porque quatro anos depois que ele morreu eu tinha 39 anos. Carlo era filho único quando morreu e me disse: 'Não se preocupe, ainda será mãe.' De fato, depois tive gêmeos", relatou.
O relato ganhou outro significado para a família nos anos seguintes. A Igreja beatificou Carlo em 2020 e, cinco anos depois, o reconheceu como santo.
Médicos também guardaram lembranças de Carlo
Os médicos Andrea Biondi e Mòmcilo Jankovic, que acompanharam Carlo na clínica pediátrica, também reletaram suas memórias. Durante o encontro realizado em Assis, os organizadores leram o texto escrito pelos profissionais.
"Carlo foi como um meteoro, passando rapidamente pela nossa ala; a leucemia o levou antes que pudéssemos conhecê-lo minimamente. No entanto, seus doces olhos permanecem gravados [em nossas memórias]. Seu olhar era cheio de atenção… de coragem, de amor, de profunda empatia", dizia a mensagem.
"Sua fé em Deus, que ele queria e ainda queria transmitir aos outros, ao seu próximo, transparecia nele… Seus olhos gentis… nos ensinaram muito: a vida, seja curta ou longa, deve ser vivida intensamente por si mesmo, mas também e sobretudo pelos outros", concluíram os médicos.