Muitas pessoas têm o hábito de optar por uma refeição mais leve à noite, como um lanche, em vez de um prato completo. Mas será que essa substituição é realmente saudável e recomendada?
"Trocar o jantar por um lanche não é necessariamente um problema. O ponto central é qual lanche está sendo escolhido e como ele é estruturado", diz a nutricionista Amanda Figueiredo.
A refeição da noite, segundo a especialista, assim como qualquer outra, precisa oferecer proteínas, fibras e qualidade nutricional, porque isso impacta diretamente na saciedade, no controle glicêmico, no sono e até na composição corporal.
"Quando o lanche é baseado em alimentos ultraprocessados, como pães refinados, embutidos, queijos processados e excesso de gordura, ele tende a ser pobre em nutrientes e rico em calorias vazias, o que pode favorecer ganho de peso, piora da digestão e menor qualidade do sono", explica.
Mas, é possível montar um lanche equilibrado e nutritivo. A diferença está na composição.
"Por exemplo, uma crepioca recheada com frango desfiado feito com ervilha e tomate, acompanhada de uma salada, oferece proteína de qualidade, fibras, vitaminas e melhor saciedade. Já um misto quente com pão branco, presunto e queijo costuma ter mais sódio, gordura saturada e menos fibras, além de gerar menor saciedade e maior impacto glicêmico", explica