Consumo excessivo de proteína pode prejudicar sua saúde, alerta especialista; entenda

13 abr 2026 - 04h57
Comer proteína em excesso faz mal? Especialista explica os riscos 
Comer proteína em excesso faz mal? Especialista explica os riscos
Foto: Freepik

O consumo de proteína em quantidades adequadas é essencial para a saúde, especialmente para manutenção de massa muscular, recuperação e saciedade. No entanto, o excesso, principalmente quando desproporcional ao restante da alimentação, pode trazer prejuízos. 

"Além disso, é um mito comum achar que proteína 'não engorda'. Quando consumida em excesso, ela também pode contribuir para o ganho de peso, já que qualquer excesso calórico pode ser armazenado pelo organismo, inclusive vindo de proteínas. O mais importante é que a ingestão esteja inserida em uma alimentação equilibrada, adequada às necessidades individuais", explica a nutricionista Ruth Egg.

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Segundo a especialista, o consumo excessivo de proteínas pode estar associado à desidratação, devido ao aumento da produção de ureia e da necessidade de eliminação pelos rins, além de possível sobrecarga renal em indivíduos predispostos ou com doença renal pré-existente. 

"Também pode haver aumento do consumo de gorduras saturadas, dependendo das fontes proteicas escolhidas, impactando a saúde cardiovascular. Outro ponto importante é o desequilíbrio alimentar, com redução da ingestão de fibras, o que pode prejudicar o funcionamento intestinal e a saúde metabólica como um todo", completa.

A nutricionista diz que a quantidade ideal de consumo de proteína por dia varia conforme o perfil da pessoa. Para a população geral, a recomendação costuma ficar em torno de 0,8 a 1,0 g de proteína por quilo de peso corporal por dia. Já para pessoas fisicamente ativas ou que praticam musculação, esse valor pode variar entre 1,2 a 2,0 g/kg/dia, dependendo do objetivo, intensidade do treino e composição corporal. "Acima disso, geralmente não há benefício adicional relevante para a maioria das pessoas, e o excesso deve ser avaliado com cautela e individualização", conclui.

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