Com estreia marcada para 16 de outubro no Universal+, a série Crystal Lake funciona como um prelúdio de Sexta-Feira 13 e foca na trajetória de Pamela Voorhees, vivida por Linda Cardellini. A trama investiga o passado da cozinheira e a perda de seu filho Jason, revelando como a dor e o luto a transformaram na assassina precursora da franquia. A produção destaca o lado humano e monstruoso da personagem, aprofundando as motivações e traumas que moldaram o clássico mito do terror.
Em CRYSTAL LAKE, a vencedora do Emmy Linda Cardellini interpreta Pamela Voorhees, protagonista desta história prelúdio da franquia Sexta-Feira 13
Há mais de quatro décadas, o universo de Sexta-Feira 13 conquista fãs ao redor do mundo graças ao vilão Jason Voorhees. No entanto, antes que o assassino da máscara de hóquei se tornasse um ícone da cultura popular, outra figura já fazia parte dessa história, cuja trajetória marcou o início de toda a franquia: Pamela Voorhees.
Na nova série do UNIVERSAL+, que estreia dia 16 de outubro, CRYSTAL LAKE, vamos poder nos aprofundar na origem da lenda que cerca os filmes da franquia e na história da mulher cuja dor, perda e desejo de vingança deram início aos acontecimentos que criaram o mito do Acampamento Crystal Lake.
Pamela Voorhees, interpretada na série por Linda Cardellini, vencedora do Emmy, é uma personagem criada originalmente por Victor Miller e apareceu pela primeira vez em Sexta-Feira 13 (1980), dirigido por Sean S. Cunningham, quando foi interpretada por Betsy Palmer. Ao longo da franquia, sua personagem consolidou-se como um pilar fundamental, apesar de ter um tempo relativamente limitado em cena.
Pamela Voorhees: a origem da lenda
No filme original de 1980, Pamela Voorhees é apresentada como a cozinheira do acampamento e mãe de Jason Voorhees. Após a morte de seu filho, um menino que se afogou no lago enquanto os responsáveis pelo acampamento negligenciavam suas funções, Pamela fica devastada pela tragédia. Consumida pela dor e convencida de que o acampamento foi responsável pela morte de Jason, ela inicia uma série de assassinatos para impedir que Crystal Lake volte a abrir suas portas
"A série explora como ela se tornou uma mulher que não estava mais disposta a suportar tudo, como despertou gradualmente sua verdadeira natureza e como passou a sentir prazer na emoção de matar. Uma das perguntas mais importantes para mim era: 'Por que Jason mata?'. Nos filmes, as pessoas invadem o acampamento e Jason dá continuidade ao trabalho iniciado por sua mãe. Ele vê todos aqueles adolescentes dominados por seus desejos como representações dos jovens que o negligenciaram e permitiram que ele se afogasse. Mas, em nossa série, abordamos isso de uma maneira um pouco diferente, porque Pamela é a protagonista e vemos que é ela quem mata primeiro", explica Brad Caleb Kane, showrunner da série.
A personagem protagonizou uma reviravolta ao revelar que era ela, e não Jason, a responsável pelos assassinatos no primeiro filme da franquia. A história de Pam não apenas deu origem à franquia como estabeleceu as bases do legado que transformaria Jason Voorhees em um dos antagonistas mais reconhecidos do gênero.
A tragédia como ponto de partida
Com CRYSTAL LAKE, os fãs terão a oportunidade de conhecer uma nova perspectiva de Pamela Voorhees e se aprofundar no passado dessa personagem. A série explora as circunstâncias que moldaram sua vida e como uma tragédia pessoal acabou se tornando a origem de uma das lendas do cinema de terror.
"Há algo fascinante em sua raiva inexplorada. Coisas aconteceram ao longo de sua vida sobre as quais ela nunca teve controle e, de repente, começa a sentir que pode controlar alguma coisa. Infelizmente, existe uma psicopatia associada a isso que a leva a cometer atos indescritíveis. No entanto, essa é a maneira que ela encontra de tentar entender como lidar com um trauma que lhe foi imposto em circunstâncias completamente fora de seu controle. Pam é sua própria versão de uma assassina slasher. Para mim, isso foi incrivelmente empolgante, porque era algo que eu nunca havia feito antes", comenta Linda Cardellini.
"Ela não é a vítima, é a autora dos crimes. Tradicionalmente, os assassinos dos grandes filmes slasher das franquias cinematográficas são homens. Por isso, a ideia de uma assassina slasher feminina é tão interessante e continua sendo um território relativamente inexplorado. Pam tem um lado monstruoso, assim como Jason, e a série mostra a criação desse monstro. Mas também existe um lado humano tanto em Pam quanto em Jason, que fica evidente desde o início. É possível se identificar com sua dor, seu luto e o carinho que ela sente pelo filho. Ambos tentam encontrar um lugar ao qual pertencer porque se sentem profundamente desconectados do mundo ao redor. Essas são emoções e experiências profundamente humanas", conclui Cardellini.