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Cooktop de indução: quando vale a pena escolher o modelo?

Praticidade, segurança e facilidade de limpeza estão entre as vantagens, mas o modelo exige planejamento elétrico

7 nov 2026 - 08h06
Resumo
O cooktop de indução destaca-se pelo visual minimalista, fácil limpeza e segurança, sendo ideal para cozinhas integradas e lares com crianças por dispensar gás e chamas. Sua escolha deve alinhar-se à rotina dos moradores e exige planejamento prévio: demanda circuito elétrico exclusivo dimensionado por especialistas, bancadas resistentes ao calor (como granito ou lâminas sinterizadas) e panelas de fundo magnético, evitando reformas posteriores e garantindo a funcionalidade do espaço.

Reconhecido pela praticidade e segurança, o cooktop de indução exige um circuito elétrico específico, que o projeto deve prever desde o início

Visual minimalista, prático, fácil de limpar, conta com versões compactas (de uma ou duas bocas) e ainda dispensa a instalação de um sistema de gás. Estas são algumas das características que transformaram o cooktop de indução uma escolha bastante viável para os projetos de cozinha - tanto aquelas com áreas maiores, como os ambientes com metragens compactas.

Explorando bancada em ‘U’ deste projeto, a arquiteta Natália de Sousa incluiu um cooktop de inclusão com quatro bocas | Projeto: ResiliArt Arquitetura | FOTO: Kelly Queiroz
Explorando bancada em ‘U’ deste projeto, a arquiteta Natália de Sousa incluiu um cooktop de inclusão com quatro bocas | Projeto: ResiliArt Arquitetura | FOTO: Kelly Queiroz
Foto: Revista Malu

Mas antes de antecipar a pergunta sobre qual o melhor tipo - o indução ou o tradicional, a gás -, a arquiteta Natália de Souza, à frente do escritório ResiliArt Arquitetura, afirma que a decisão "depende muito da rotina de quem usará". Entretanto, afirma que o modelo é bastante interessante em cozinhas integradas à área social. Já que além dos atributos já listados, se complementa com a segurança, pois não há a chama aberta, e o conforto térmico.

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De acordo com ela, em casas com crianças a alternativa agrega tranquilidade aos pais, uma vez que muitos contam com travas de segurança. Pensando no projeto de arquitetura de interiores, a estética mais leve do cooktop de indução é mais harmônica e alinhada com o estilo contemporâneo dos projetos de cozinha. "Ele praticamente se mimetiza na bancada, se adequa inclusive em áreas estreitas e desonera a preocupação sobre a passagem da tubulação de gás", enumera.

Ponto de partida

Independentemente da metragem da bancada, o tamanho do cooktop de indução deve ser condizente com os hábitos dos moradores. "Para quem mora sozinho e praticamente não come em casa, podemos considerar que o padrão de quatro bocas não seja necessário para o seu estilo de vida", opina Natália. Ela observa que o tipo de duas boas pode ser o suficiente. E, ainda por cima, corrobora para liberar espaço na bancada para cortar os alimentos, por exemplo.

Depois desta avaliação prévia, ainda na fase de projeto, é preciso prever o projeto de elétrica compatível. Para as versões de embutir, normalmente é planejado um circuito exclusivo com aterramento, fiação e disjuntor dimensionados por um profissional especializado. 

A profissional orienta que o ponto de energia pode ficar dentro da marcenaria. Isso desde que em uma posição acessível para manutenção e que não interfira nas gavetas e na ventilação do equipamento. "Também podemos considerar uma conexão invisível na bancada de trabalho por meio de uma torre mimetizada", acrescenta.

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A atenção deve ser redobrada quando o assunto é a tensão e o tipo de conexão. Para tanto, ela considera indispensável seguir as orientações do manual e não usar uma tomada incompatível com o equipamento. "Uma avaliação prévia, tanto dos pontos de energia quanto do modelo escolhido, evita refações da parte elétrica e gastos desnecessários", complementa.

Bancadas que unem estilo e funcionalidade

A decisão por um cooktop também determina a bancada que precisa apresentar uma superfície reforçada e resistente às altas temperaturas. A profissional indica o granito como uma alternativa interessante pelas questões técnicas e pelo custo-benefício. Com um valor mais elevado, as lâminas sinterizadas também são excelentes, entretanto ela explica que não basta escolher o material: é primordial conferir a espessura, o recorte e os afastamentos exigidos pelo fabricante.

Por último, e não menos importante, ela pontua que as panelas devem ser compatíveis com o cooktop - com fundo magnético atraídos por um ímã, caso dos modelos de alumínio ou inox -, ou as produzidas em ferro fundido e aço carbono.

Revista Malu
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