Volta às aulas: como voltar ao ritmo sem sofrer

18 jan 2026 - 16h40

Depois das férias, voltar à rotina de estudos pode parecer mais difícil do que deveria.

Sono desregulado, preguiça, dificuldade de concentração e até ansiedade são queixas comuns entre adolescentes nesse período.

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Voltar às aulas não precisa ser um drama
Voltar às aulas não precisa ser um drama
Foto: Shutterstock / todateen

Durante as férias, o corpo sai do modo "rotina". Dormir e acordar mais tarde, comer fora de horário e passar muito tempo em frente às telas bagunça o relógio biológico.

Quando as aulas voltam, o cérebro precisa de um tempo para se reajustar. Segundo especialistas, essa adaptação costuma levar cerca de uma semana.

O segredo é não forçar demais. Aos poucos, o corpo entende que é hora de retomar o ritmo.

Por que o corpo estranha a volta às aulas?

O cérebro funciona com base em ciclos.

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Existe uma região chamada hipotálamo, responsável por regular sono, fome, energia e atenção.

Durante as férias, esses ciclos mudam.

Quando a rotina volta de forma brusca, o corpo reage.

Cansaço, irritação e falta de foco são sinais comuns.

Isso não é preguiça. É adaptação.

Outro fator importante é a luz à noite.

Celular, TV e computador atrapalham a produção de melatonina, o hormônio do sono.

O resultado aparece rápido:

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dificuldade para dormir e acordar cansado.

Sono bagunçado é o principal vilão

Dormir mal afeta tudo.

Humor, memória, concentração e até a imunidade.

Por isso, o primeiro passo para voltar ao ritmo é ajustar o sono.

E não precisa virar a chave de um dia para o outro.

O ideal é fazer mudanças graduais.

O que ajuda no processo:

  • Dormir 30 a 60 minutos mais cedo a cada dia

  • Evitar café, energéticos e refrigerantes à noite

  • Reduzir o uso do celular antes de dormir

  • Criar um ritual noturno mais calmo

Quanto mais regular for o horário, mais rápido o corpo responde.

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Como voltar a estudar sem sobrecarregar a mente

Um erro comum é tentar compensar tudo de uma vez.

Horas seguidas de estudo logo no primeiro dia só aumentam a frustração.

O cérebro precisa de retomada progressiva.

Ele aprende melhor quando o ritmo é constante.

Dicas práticas:

  • Comece por tarefas mais simples

  • Divida o estudo em blocos curtos

  • Faça pausas entre uma atividade e outra

  • Valorize o intervalo e o descanso

Estudar menos, mas com regularidade, funciona melhor do que exagerar e desistir.

Exercício, alimentação e rotina também contam

O corpo inteiro participa desse processo.

Não é só a mente que precisa se ajustar.

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Alguns cuidados ajudam bastante:

  • Evitar exercícios muito intensos à noite

  • Preferir refeições leves no jantar

  • Manter boa hidratação ao longo do dia

  • Organizar horários fixos para dormir, estudar e descansar

Esses ajustes sinalizam ao cérebro que um novo ritmo está em construção.

Atenção à ansiedade pós-férias

Sentir ansiedade nesse período é comum.

Mas ela não deve ser ignorada se começar a atrapalhar demais.

Fique atento a sinais como:

  • Angústia constante

  • Irritabilidade excessiva

  • Falta total de motivação

  • Dificuldade extrema de concentração

As férias ajudam a descansar, mas não resolvem tudo.

Se o mal-estar persistir, conversar com um adulto de confiança ou buscar ajuda profissional é importante.

Vá com calma: o ritmo volta

A volta às aulas não precisa ser um sofrimento.

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O cérebro gosta de rotina, mas precisa de tempo para se reorganizar.

Não se cobre perfeição nos primeiros dias.

Ajuste o sono, organize os horários e respeite seus limites.

Em pouco tempo, o corpo entra no modo estudos novamente.

E tudo começa a fluir melhor.

Voltar ao ritmo é um processo.

E tudo bem levar alguns dias para isso acontecer.

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