A vida amorosa é um dos pilares do bem-estar e tem impacto direto na forma como as pessoas se sentem no dia a dia. E uma nova pesquisa global da Ipsos mostra que, no Brasil, a satisfação com relacionamentos e vida sexual varia bastante entre cada geração - e também entre homens e mulheres.
O estudo Love Life Satisfaction 2026 analisou como adultos de diferentes países avaliam aspectos como amor, vida sexual, relacionamento com o parceiro e o sentimento de se sentir amado. Entre os brasileiros, quem lidera o ranking de satisfação é a geração X.
Geração X é a mais satisfeita no Brasil
De acordo com o levantamento, 67% dos brasileiros nascidos entre 1965 e 1980 dizem estar satisfeitos ou muito satisfeitos com sua vida amorosa e sexual. Esse é o maior índice entre todas as faixas etárias analisadas no país. Na sequência aparecem: millennials (1981 a 1996), com 61%; geração Z (1996 a 2010), com 57%; e baby boomers (1945 a 1964), com 52%.
Os dados sugerem que, no Brasil, a maturidade pode estar associada a um maior equilíbrio emocional e afetivo, refletindo em mais satisfação nos relacionamentos.
Mulheres relatam menos satisfação do que homens
Outro ponto destacado pela pesquisa é a diferença de percepção entre gêneros. Enquanto 63% dos homens brasileiros afirmam estar satisfeitos com sua vida amorosa, entre as mulheres esse número cai para 55%. Na média global, essa distância é menor, mas ainda presente: homens registram 61% de satisfação, contra 58% das mulheres. Esses resultados reforçam debates importantes sobre carga emocional, expectativas sociais e desigualdades que ainda atravessam a experiência afetiva feminina.
Brasil é o mais insatisfeito da América Latina
Apesar de a América Latina aparecer com bons índices em comparação global, o Brasil ocupa a última posição entre os países latino-americanos analisados quando o assunto é satisfação amorosa e sexual. Apenas 59% dos brasileiros se dizem satisfeitos, número ligeiramente menor do que o registrado no ano anterior. No ranking mundial, os países com maiores índices são: Tailândia (78%), Indonésia (78%) e México (72%). Já o Japão aparece na última colocação, com apenas 33% de satisfação.
Quando a pergunta é sobre o sentimento de ser amado, o Brasil volta a aparecer abaixo de outros países da região. Cerca de 74% dos entrevistados dizem se sentir amados, enquanto México (86%) e Colômbia (87%) lideram esse indicador. Mais uma vez, o Japão aparece com o menor percentual, 51%.
Casamento ainda está ligado a maior satisfação
A pesquisa também mostra uma diferença marcante entre solteiros e casados. Globalmente, 72% das pessoas casadas relatam satisfação com a vida amorosa e sexual, enquanto entre solteiros o índice cai para 50%. No Brasil, os números são mais altos: casados são 83%, enquanto solteiros são 70%.
Ainda assim, a diferença entre os dois grupos permanece significativa, indicando que relacionamentos estáveis podem contribuir para uma sensação maior de segurança emocional -embora isso varie de caso para caso.
O que esses dados revelam?
Os resultados apontam que a satisfação amorosa é influenciada por múltiplos fatores: idade, cultura, gênero, contexto social e tipo de vínculo afetivo. Mais do que comparar gerações, a pesquisa abre espaço para refletir sobre como as pessoas têm buscado conexão, equilíbrio e bem-estar emocional em um mundo cada vez mais acelerado.