Punch não é o único: quem é a outra macaquinha, rejeitada pela mãe, que viveu no mesmo zoológico

O filhote está dividindo as opiniões pela Internet; alguns defendem o trabalho do local, mas há também os que afirmam que o animal não está na melhor das situações

23 fev 2026 - 16h18

É difícil encontrar alguém que não esteja acompanhando a jornada de Punch, o macaquinho que vive no zoológico de Ichikawa, no Japão. O animalzinho despertou a empatia do mundo todo e está sendo observado a todo o tempo. Porém, o que nem todo mundo sabe, é que esta não é a primeira vez que o local lida com uma situação do tipo. Saiba porque:

Punch está dividindo as opiniões pela Internet; alguns defendem o trabalho, mas há os que afirmam que o animal não está na melhor situação
Punch está dividindo as opiniões pela Internet; alguns defendem o trabalho, mas há os que afirmam que o animal não está na melhor situação
Foto: Reprodução/YouTube / Bons Fluidos

Punch não é o primeiro macaquinho do zoológico

Acontece que, em 2008, o zoológico enfrentou uma situação parecida, pois Otome foi rejeitada pela mãe ao nascer. E o recurso para protegê-la e ajudá-la a passar por este momento difícil foi o mesmo. Presentearam a macaquinha com uma pelúcia. Ela também viveu alguns impasses com os macacos que ali moravam, mas tudo acabou bem. Hoje, ela é avó.

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A crueldade feita de turismo

Essas imagens apertam o coração de quem ama e protege os animais. Além da crueldade que Punch viveu, algumas pessoas também já apontaram falhas nos pelos dos outros macacos, assim como a ausência de plantas e presença de inúmeras pessoas indo ao zoológico para filmar e vê-lo de perto. Dessa forma, defensores e ativistas, como o portal ANDA News, decidiram demonstrar sua opinião.

Para eles, o conjunto de fatores só faz com que os macacos sofram: "É mecanismo de sobrevivência diante de estresse crônico. A integração tardia não apaga o fato de que o processo ocorreu em um ambiente artificial, com espaço limitado e dinâmicas sociais comprimidas por grades invisíveis e visíveis. A dor da solidão tratada com pelúcia é a prova do fracasso ético do modelo dos zoos. O aumento no fluxo de visitantes após a repercussão, com avisos publicados sobre filas e regras de observação, mostra como a vulnerabilidade de um filhote pode ser convertida em atração turística".

E deixam claro que a culpa não está nos que convivem com o pequeno. "Animais sociais, como os macacos, submetidos a espaços restritos internalizam tensões que depois são exibidas como espetáculo educativo. E quando conflitos emergem, parte do público direciona indignação aos próprios animais, como se fossem responsáveis por um sistema que os priva de território, escolha e autonomia. A pergunta não é se Punch suporta, é por que ainda aceitamos que ele suporte", indagaram.

Por fim, na publicação, alguém compartilha uma dúvida que muitas pessoas devem ter: "Mas e se ele estivesse na natureza, rejeitado pela mãe, será que sobreviveria?". E o portal esclareceu. "Não teria sido rejeitado. A reação da mãe foi de estresse crônico, típico do aprisionamento", afirmou.

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Defesa do zoológico

Um dos vídeos que chamou a atenção dos internautas foi o de Punch sendo arrastado por um animal mais velho. E perante este cenário, o zoológico decidiu esclarecer que tratava-se de uma mãe que acreditou que seu filho havia sido incomodado pelo filhote.

"Até agora, Punch aprendeu, através da repreensão, as formas de comunicação para conviver com o grupo... E depois de um tempo do ocorrido, ele voltou a tentar se aproximar dos outros... Ao integrá-lo, sabíamos que estes tipos de acontecimento poderiam se tornar realidade...Ainda que ele tenha sido repreendido, também mostra fortaleza mental ao se recuperar rapidamente", afirmou em comunicado - o qual você pode ler na íntegra abaixo.

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