Programa Au Pair: experiência transforma jovens no exterior

13 ago 2026 - 15h10
Resumo
O programa de Au Pair nos EUA oferece a jovens de 18 a 26 anos a chance de viver com famílias anfitriãs, cuidar de crianças, estudar e explorar uma nova cultura. Para muitas participantes, a experiência vai além do intercâmbio, ajudando no desenvolvimento de independência, autoconfiança e habilidades valiosas para a vida adulta. 🌍✨

Morar nos Estados Unidos parece um sonho, né?

Saiba como organizar o tão sonhado intercâmbio
Saiba como organizar o tão sonhado intercâmbio
Foto: Divulgação/Experimento Intercâmbio Cultural / todateen

Para muitas jovens brasileiras, porém, essa experiência pode ir muito além de uma viagem.

Publicidade

O programa de Au Pair nos EUA combina trabalho, estudo e intercâmbio cultural. A participante mora com uma família anfitriã e ajuda nos cuidados com as crianças.

Em troca, recebe uma remuneração semanal e pode estudar durante a estadia.

E tem mais: a experiência permite conhecer novos lugares, fazer amizades e descobrir como é viver em outro país.

O programa regulamentado nos Estados Unidos é voltado a mulheres entre 18 e 26 anos.

Publicidade

A participante fica hospedada na casa de uma família anfitriã. Sua principal atividade é ajudar nos cuidados com as crianças.

Além do trabalho, ela pode estudar durante a experiência.

Ou seja, a rotina mistura responsabilidades, estudos e momentos de lazer.

É uma oportunidade para praticar inglês todos os dias. Até mesmo nas situações mais simples.

Não é só sobre viajar

Quem pensa em Au Pair apenas como uma forma de conhecer os Estados Unidos pode se surpreender.

A experiência também envolve independência.

Dados reunidos pela plataforma global Flywire, com base em estatísticas da UNESCO, mostram que o número de brasileiros que buscam educação no exterior cresceu mais de 50% desde 2017.

Publicidade

O número passou de cerca de 58 mil para mais de 89 mil estudantes.

Nesse cenário, o Au Pair aparece como uma alternativa para quem quer estudar e ter uma experiência profissional fora do Brasil.

Segundo a Experimento Intercâmbio Cultural, muitas participantes também buscam mais autonomia.

"Não se trata apenas de viajar. Muitas jovens escolhem o Au Pair como uma forma de assumir as rédeas da própria trajetória, viver em outro país, administrar a própria rotina e conquistar independência financeira enquanto constroem uma vivência internacional", afirma Renata Bueno, Diretora Geral da Experimento.

No começo, pode bater aquele medo

Mudar de país não é simples.

É normal sentir saudade de casa. Também pode existir insegurança para falar inglês e se adaptar a uma nova rotina.

A fisioterapeuta Letícia Servilha Peres, de 24 anos, viveu esse processo.

Natural de Jundiaí (SP), ela decidiu participar do programa depois de se formar. Em 2023, embarcou para a Califórnia.

Publicidade

Ela queria conhecer outra cultura e conquistar mais independência.

No início, porém, ficou insegura.

"Tinha muito medo de não conseguir me comunicar e também preocupações com a minha própria segurança", lembra.

Com o tempo, a situação mudou.

Letícia começou a resolver situações do dia a dia em inglês. Também passou a administrar o próprio dinheiro e planejar viagens com o que ganhava.

"Quando percebi que conseguia resolver tudo sozinha em outro idioma e viajar para outros lugares com o dinheiro que eu mesma ganhava, senti que estava realmente independente", conta.

Viajar sozinha também pode virar um desafio

Bruniele Rodrigues Carnero, de 28 anos, também decidiu se aventurar nos Estados Unidos.

Publicidade

Natural de Cabreúva (SP), ela embarcou em janeiro de 2023.

Antes do intercâmbio, trabalhava como assistente de e-commerce.

A ideia era viver algo novo.

"O desejo era tentar algo novo e me desafiar a ser uma pessoa diferente", afirma.

E desafios não faltaram.

Bruniele precisou dirigir em regiões com neve intensa. Também teve que se comunicar diariamente em outro idioma.

Poucos meses depois de chegar ao país, decidiu viajar sozinha para Nova York.

"Foi ali que percebi que minha comunicação estava melhorando e que eu conseguia resolver as coisas por conta própria", conta.

Publicidade

E tem uma parte ainda mais especial: se conhecer

Além do inglês e da experiência profissional, morar fora pode trazer descobertas pessoais.

Bruniele percebeu isso durante o intercâmbio.

"Eu realmente descobri quem eu era, meus gostos e hobbies. O contato com culturas diferentes teve um impacto enorme na minha autoestima".

A experiência também pode ajudar a desenvolver habilidades que fazem diferença na vida adulta.

Entre elas estão:

  • Organização.
  • Comunicação.
  • Gestão de tempo.
  • Responsabilidade.
  • Adaptabilidade.
  • Resolução de problemas.
  • Autonomia.

O Au Pair pode ajudar na independência?

Para Renata Bueno, a rotina do programa tem um papel importante nesse processo.

Afinal, a participante precisa tomar decisões, lidar com situações inesperadas e se adaptar a uma nova realidade.

"O Au Pair coloca a participante em um ambiente real de adaptação e tomada de decisões. Isso fortalece autoconfiança, resiliência e capacidade de lidar com situações novas".

Publicidade

Uma experiência para levar para a vida

O Au Pair nos Estados Unidos pode ser uma oportunidade de viver uma experiência completamente diferente.

Não é só sobre conhecer lugares novos.

É sobre aprender inglês na prática, trabalhar, estudar, fazer amizades e descobrir mais sobre si mesma.

Também é sobre sair da zona de conforto.

E, para muitas jovens, essa pode ser justamente a parte mais transformadora de morar fora.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações