O que o distanciamento entre amigos nos ensina sobre os ciclos da vida?

Bruno Gagliasso refletiu sobre o afastamento de Fernanda Paes Leme e levantou um debate importante sobre ciclos, amadurecimento emocional e o fim natural de algumas amizades

23 mai 2026 - 17h21

As amizades que atravessam décadas costumam carregar uma aura de indestrutibilidade. Por isso, quando o público percebe o distanciamento entre pessoas queridas, a busca por motivos é quase imediata. No entanto, o ator Bruno Gagliasso trouxe uma perspectiva realista e acolhedora sobre o fim da convivência diária com a apresentadora Fernanda Paes Leme, mostrando que o afastamento nem sempre é sinônimo de uma ruptura dolorosa, mas sim de amadurecimento.

Bruno Gagliasso falou sobre o afastamento de Fernanda Paes Leme e trouxe uma reflexão sobre amizades que mudam com o tempo
Bruno Gagliasso falou sobre o afastamento de Fernanda Paes Leme e trouxe uma reflexão sobre amizades que mudam com o tempo
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Em uma entrevista sincera, o artista desmistificou os boatos de desavenças e explicou que a distância física e a rotina atual foram os únicos fatores para a mudança entre eles. "A gente nunca brigou. A vida é feita de alguns momentos. Em alguns momentos a gente se afasta, em outros se aproxima", afirmou, durante entrevista ao podcast Conversa Vai, Conversa Vem, do O Globo.

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O vínculo entre os dois sempre gerou debate na internet, antes e depois do casamento de Bruno com Giovanna Ewbank. Mesmo sem a proximidade de antes, o afeto permanece intacto. "Eu tenho muito carinho pela Fê, amo a Fernanda. Fez parte da minha vida. Faz, de certa forma. Mas a gente também tem que aceitar que as pessoas se afastam, tomam rumos diferentes", declarou o ator. Para ele, manter conexões apenas por aparências ou cobrança dos fãs é um erro: "Não podemos querer forçar ou se obrigar a alguma coisa. Principalmente, por conta do que os outros vão pensar. A vida faz isso. É feita de encontros e desencontros", completou.

Quando o fluxo da vida muda a rota

A reflexão trazida por Bruno toca em um ponto crucial da nossa saúde social: a aceitação da impermanência. Na juventude, as amizades são formadas pela conveniência do ambiente - a escola, o bairro, os primeiros empregos. Com o passar dos anos, o que sustenta um laço não é mais a proximidade geográfica, mas sim o alinhamento de valores, rotinas e objetivos de vida.

A neurociência explica que conexões verdadeiras liberam ocitocina e dopamina, neurotransmissores que atuam como um escudo natural contra a ansiedade e o estresse. No entanto, quando nos forçamos a manter um convívio por mera obrigação social ou nostalgia, o cérebro começa a gastar uma energia preciosa na tentativa de sustentar algo que perdeu a espontaneidade.

Sinais de que é hora de deixar uma amizade seguir seu próprio rumo

Para proteger o seu bem-estar emocional e manter a sua mente em equilíbrio, vale a pena observar alguns indicadores de que uma relação afetiva cumpriu o seu papel:

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1. O esforço unilateral

Você percebe que as mensagens, os convites e o interesse real partem apenas de você. Quando a reciprocidade desaparece, a balança do relacionamento desequilibra, gerando frustração.

2. Divergência de valores fundamentais

As opiniões e posturas do outro diante da vida chocam-se diretamente com o que você acredita hoje. A falta de admiração mútua torna os diálogos vazios ou tensos.

3. Cansaço após o convívio

Em vez de se sentir renovado e feliz após o encontro, você volta para casa com uma sensação de exaustão mental, como se precisasse "pisar em ovos" o tempo todo para manter a harmonia.

A arte do desapego amoroso

Reconhecer que uma amizade mudou de formato não exige brigas, cobranças ou ressentimentos. É possível, assim como demonstrou o ator, honrar o espaço que aquela pessoa ocupou na sua história e, ao mesmo tempo, validar a sua necessidade de espaço no presente.

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Normalizar os encerramentos de ciclos é uma das formas mais elevadas de autocuidado e maturidade emocional. Afastar-se não significa esquecer os momentos felizes ou apagar o passado; significa simplesmente aceitar, com gentileza e gratidão, que cada alma tem o direito de seguir o seu próprio fluxo.

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