O fim do mistério: o que acontece com as emoções da mulher durante a menopausa

Descubra como a queda hormonal impacta o seu bem-estar emocional e quais estratégias ajudam a atravessar essa fase com mais leveza

2 mar 2026 - 09h21

A menopausa atinge cerca de 30 milhões de mulheres no Brasil e marca o fim da fase reprodutiva, geralmente entre os 45 e 55 anos. Esse período de transição biológica impacta profundamente o corpo e a mente, afetando diretamente a qualidade de vida. Segundo a revista científica Climacteric, aproximadamente 82% das brasileiras nessa fase apresentam sintomas que comprometem o dia a dia. Ondas de calor, cansaço e alterações na pele são comuns, mas os reflexos emocionais costumam ser os mais desafiadores.

Cerca de 30 milhões de brasileiras enfrentam a menopausa. Entenda como a queda hormonal afeta a saúde mental e veja dicas para essa fase
Cerca de 30 milhões de brasileiras enfrentam a menopausa. Entenda como a queda hormonal afeta a saúde mental e veja dicas para essa fase
Foto: depositphotos.com / IgorVetushko / Bons Fluidos

A saúde mental sofre impactos diretos devido às mudanças fisiológicas, causando irritabilidade, ansiedade e a famosa névoa mental. A psicóloga Marilene Kehdi ressalta que o cuidado com as emoções precisa de atenção especial nesse momento. Para ela, os impactos são reais e exigem acolhimento adequado. "Os impactos emocionais da menopausa têm base biológica e estão diretamente relacionados à queda dos hormônios estrogênio e progesterona", explica a especialista.

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Esses hormônios são fundamentais para regular neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, que controlam o humor e o sono. Quando os níveis caem, ocorre uma desregulação que explica a melancolia e a falta de motivação. Mulheres que já possuem histórico de depressão ou ansiedade podem ver esses quadros se intensificarem. A vulnerabilidade emocional aumenta ainda mais quando somada ao estresse profissional e às responsabilidades familiares da maturidade.

Muitas mulheres sentem culpa por não manterem o mesmo ritmo de antes, mas a psicoterapia surge como uma ferramenta essencial de libertação. "A psicoterapia é fundamental para ajudar a mulher a aceitar essa nova fase, a compreender as mudanças emocionais e físicas, para auxiliar na desconstrução dessa culpa", enfatiza Marilene Kehdi. O processo ajuda a reconhecer limites e fortalecer a autoestima em um cenário de mudanças na autoimagem e no corpo.

Além do suporte psicológico, hábitos saudáveis funcionam como aliados poderosos contra o desconforto. Uma alimentação equilibrada e rica em cálcio protege os ossos, enquanto exercícios físicos como yoga ou caminhada melhoram o humor e o sono. Reduzir o consumo de álcool ajuda a evitar crises de ansiedade e diminui as ondas de calor. Beber água adequadamente também combate o inchaço e o ressecamento da pele, promovendo bem-estar geral.

Ter uma rede de apoio e conversar abertamente com o parceiro ou amigos sobre os sintomas fortalece as relações. É fundamental buscar ajuda profissional sempre que os sintomas começarem a interferir na rotina de trabalho ou na vida pessoal. "Buscar ajuda especializada com psicólogo, fazer tratamento médico e psicológico se estiver com depressão, ter acompanhamento médico para controle e tratamento dos sintomas físicos, são passos importantes", orienta a psicóloga.

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