Bill Gates, Barack Obama e Oprah Winfrey têm carreiras muito diferentes. Mas eles compartilham um costume que aparece com frequência quando falam sobre desenvolvimento pessoal: o hábito de ler livros regularmente.
Embora a leitura continue sendo apontada por grandes empresários como uma ferramenta importante para ampliar conhecimentos e desenvolver novas perspectivas, esse comportamento vem perdendo espaço, principalmente entre os mais jovens.
Pesquisas recentes mostram que a Geração Z tem lido menos livros do que as gerações anteriores, um cenário que preocupa especialistas por seu possível impacto no pensamento crítico, na criatividade e até na formação de futuros líderes.
Leitura continua sendo um hábito comum entre pessoas bem-sucedidas
Segundo uma pesquisa realizada pelo JPMorgan com mais de 100 bilionários em 2025, a leitura aparece entre os hábitos mais frequentemente associados ao sucesso profissional.
Não por acaso, nomes como Bill Gates costumam divulgar listas anuais de livros recomendados. Barack Obama também compartilha suas leituras favoritas todos os anos, enquanto Oprah Winfrey mantém, há décadas, um dos clubes do livro mais conhecidos do mundo.
Mais do que adquirir informações, esses líderes enxergam a leitura como uma forma de expandir repertório e compreender diferentes formas de pensar.
A curiosidade também pode ser treinada
Outro benefício frequentemente associado à leitura é o desenvolvimento da curiosidade intelectual. Estudos indicam que profissionais expostos a diferentes áreas do conhecimento tendem a apresentar maior criatividade. Também conseguem estabelecer conexões entre ideias que, à primeira vista, parecem distantes. E essa característica também é valorizada no ambiente corporativo.
Geração Z lê menos livros
Apesar da popularidade de comunidades como o BookTok, espaço do TikTok dedicado à literatura, os jovens continuam sendo o grupo que menos lê. Dados da YouGov mostram que americanos entre 18 e 29 anos leram, em média, apenas 5,8 livros ao longo de 2025. Este foi o menor índice entre todas as faixas etárias avaliadas.
Além disso, levantamentos apontam que cerca de 40% dos americanos não leram nenhum livro durante o ano, refletindo uma queda significativa do hábito da leitura nas últimas décadas. Especialistas atribuem parte dessa mudança ao aumento do consumo de conteúdos curtos nas redes sociais e ao uso crescente de ferramentas de inteligência artificial para resumir textos, reduzindo o contato direto com leituras mais aprofundadas.
O desafio é formar pensadores críticos
Para educadores, a preocupação vai além da quantidade de livros lidos. Segundo especialistas, substituir constantemente a leitura por resumos automáticos pode dificultar o desenvolvimento de competências como pensamento estratégico, interpretação de informações complexas e argumentação - habilidades cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.
Apesar desse cenário, especialistas acreditam que ainda podemos recuperar este hábito. Afinal, é uma maneira simples, prazerosa e de baixo custo de expandir a mente. Mais do que uma ferramenta para adquirir conhecimento, a leitura continua sendo vista como um exercício de concentração, empatia e curiosidade - competências que podem fazer diferença tanto na vida pessoal quanto na profissional.