Um levantamento mostra que 27,6% dos brasileiros dizem ter perdido a paciência para conversas que não estejam alinhadas aos seus interesses imediatos. O estudo intitulado Reset da Mesmice reflete como a população tem se relacionado entre si em um ambiente cada vez mais mediado por algoritmos das redes sociais.
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Outros 30% entrevistados afirmam sentir ansiedade ao não saber exatamente quem ou o que vão encontrar em uma interação. O impacto desse receio está atrelado ao consumo de conteúdos cada vez mais filtrados na internet.
Quando essas pessoas escolhem não terem acesso a um conteúdo fora da bolha, a tolerância a conversas imprevisíveis também diminui. Com o consumo reduzido de conteúdos diferentes, 16,8% dos brasileiros dizem perceber uma redução no próprio vocabulário, por exemplo.
A pesquisa enfatiza que a troca com o diferente passa a exigir mais esforço e a espontaneidade deixa de ser natural para parte dos entrevistados. Em contrapartida, para 46,9% dos entrevistados o encontro presencial ganhou um novo significado e tornou-se uma possibilidade de criar conexões mais profundas e autênticas, que dificilmente ocorreriam mediadas por algoritmos.
Esse movimento acaba refletindo no cansaço crescente dessa lógica dos algoritmos. 48,9% dos brasileiros revelam querer depender menos de recomendações no futuro, enquanto 42,9% já não sabem mais separar o que é gosto próprio do que foi sugerido.
Neste cenário, a pesquisa aponta que o encontro presencial se fortalece como espaço de reconexão com experiências já vividas. O estudo foi desenvolvido pela Heineken em parceria com a Box1824.