Escritor Kleber Faria Sales propõe um mergulho em temas universais como medo, pertencimento, vulnerabilidade e autoconhecimento
Em meio à pressa cotidiana, muitas pessoas vivem presas a rotinas automáticas, acumulando tarefas e obrigações sem conseguir compreender o que, de fato, faz sentido em suas trajetórias. A dificuldade de lidar com silêncios, frustrações e questionamentos internos acaba empurrando emoções importantes para segundo plano, criando uma sensação persistente de vazio mesmo em meio à produtividade e às conexões constantes.
É justamente sobre esse distanciamento de si que o escritor Kleber Faria Sales reflete no livro Ser, Além de Existir. Por meio de crônicas sensíveis e imagens poéticas, o autor convida o leitor a enxergar as próprias contradições com mais honestidade, transformando experiências comuns em reflexões sobre presença, coragem e humanidade. A seguir, seis provocações presentes na obra para quem deseja viver de forma mais consciente e menos automática:
Aceite que sentir desconforto faz parte do crescimento
O livro mostra que evolução pessoal raramente acontece de forma confortável. Assim como a semente precisa se romper para florescer, amadurecer também exige enfrentar medos, abandonar antigas estruturas e aceitar períodos de incerteza como parte natural da transformação.
Questione as "máscaras sociais" do cotidiano
Muitas vezes, as pessoas criam versões de si mesmas para atender expectativas externas e evitar vulnerabilidades. Nas crônicas, Kleber propõe uma reflexão sobre quantas atitudes são genuínas — e quantas funcionam apenas como mecanismos de defesa diante do medo de não corresponder ao que o mundo espera.
Entenda que existir não é o mesmo que viver plenamente
Cumprir rotinas, alcançar metas e manter compromissos não garante conexão com a própria existência. A obra convida o leitor a perceber quantas vezes a vida é atravessada no piloto automático, sem espaço para presença, escuta interna ou construção de sentido.
Reconheça a brevidade da vida
Ao abordar a finitude humana sem dramatizações, o autor reforça a importância de valorizar o presente e as relações verdadeiras. A consciência de que o tempo é limitado surge como um incentivo para escolhas mais honestas e vínculos mais profundos.
Permita-se mudar de ideia e reconstruir caminhos
Ao longo das reflexões, Kleber sugere que amadurecer também significa abandonar certezas antigas. Rever posicionamentos, aceitar contradições e reconstruir perspectivas deixa de ser sinal de fraqueza e passa a representar abertura para novos significados.
Valorize encontros e conexões genuínas
Entre reflexões sobre solitude e pertencimento, a obra destaca a importância das relações humanas em uma realidade cada vez mais acelerada e superficial. Escuta, presença e troca sincera aparecem como elementos essenciais para uma vida mais consciente e significativa.