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Ciúme até de famosos: insegurança ou controle na relação?

É importante que o tema seja tratado com acolhimento

24 mar 2026 - 11h48

Especialista explica quando o ciúme aparentemente "inofensivo" pode esconder inseguranças profundas e até comportamentos de controle dentro da relação

Assistir televisão juntos, algo comum e até visto como um momento de descontração do casal, pode se tornar um campo de tensão quando o ciúme entra em cena, inclusive por situações que, à primeira vista, parecem pequenas. Comentários sobre personagens, reações a cenas ou até o simples ato de olhar para a TV podem gerar desconforto, discussões e até mudanças de comportamento dentro da relação.

Foto: Revista Malu

Esse tipo de situação acontece, por exemplo, quando um dos parceiros se incomoda com cenas de pessoas sem camisa, personagens considerados atraentes ou até mesmo quando o outro ri ou demonstra interesse pelo que está sendo exibido. Em alguns casos, há vigilância sobre o olhar do parceiro, críticas, cobranças e até tentativas de impedir que o outro assista a determinados conteúdos. "Quando o ciúme ultrapassa o limite do razoável e começa a interferir em comportamentos simples, como assistir televisão, estamos diante de um sinal de alerta importante", explica Henri Fesa, Médium e especialista em relacionamentos.

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Observe o padrão de cíumes

Embora possa parecer algo banal ou até motivo de brincadeira entre casais, esse tipo de comportamento pode estar ligado a inseguranças mais profundas e à necessidade de controle. O problema não está apenas na situação em si, mas no padrão que ela pode revelar. "O ciúme obsessivo não nasce do nada. Ele geralmente está ligado a medos internos, baixa autoestima e insegurança emocional, que fazem a pessoa projetar ameaças onde muitas vezes não existem", destaca Henri.

Com o tempo, se não houver diálogo, esse comportamento pode se intensificar. O que começa com desconfortos pontuais pode evoluir para tentativas mais explícitas de controle, como limitar o que o parceiro pode assistir, com quem pode interagir ou até como deve se comportar em situações cotidianas. Esse tipo de dinâmica pode desgastar a relação e gerar um ambiente de tensão constante, afetando a liberdade individual e a conexão do casal.

Por outro lado, é importante que o tema seja tratado com acolhimento, inclusive para quem sente o ciúme. "Muitas vezes, a pessoa também sofre com esse sentimento e não sabe como lidar com ele. Reconhecer o incômodo já é um primeiro passo importante. Buscar entender de onde vem essa insegurança, expressar os sentimentos de forma saudável e estar aberto ao diálogo pode ajudar a transformar a dinâmica do relacionamento", conclui.

Conversas sinceras, combinados claros e, em alguns casos, o apoio de um especialista em relacionamentos podem fazer toda a diferença. O mais importante é que ambos consigam se sentir respeitados, seguros e livres dentro da relação. Ciúmes podem até existir, mas quando começam a limitar o outro, deixam de ser cuidado e passam a ser um sinal de alerta que não deve ser ignorado.

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