Outono e beleza: veja os procedimentos ideais para pele e cabelo nesta estação

Com a queda das temperaturas e da oleosidade típica do verão, a época cria o cenário ideal para procedimentos

14 abr 2026 - 15h32

Entre o calor intenso do verão e o frio mais rigoroso do inverno, o outono abre uma janela estratégica para a saúde da pele e do couro cabeludo. Com menos sol e temperaturas mais amenas, a estação funciona como um "modo avião" da pele — um intervalo silencioso, mas poderoso, para reparar, regenerar e brilhar.

Profissionais indicam o outono como a estação mais estratégica para tratar manchas, flacidez e cabelos danificados
Profissionais indicam o outono como a estação mais estratégica para tratar manchas, flacidez e cabelos danificados
Foto: Oleg Gekman | Shutterstock / Portal EdiCase

"Qualquer tratamento que descame a pele, seja 'agressivo' e produza um efeito potente, pode ser feito durante o outono e inverno; já no verão, precisamos ter mais cuidado para não manchar a pele", explica a dermatologista Dra. Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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Tratamentos regenerativos e limpeza profunda

A médica explica que, com a queda das temperaturas e da oleosidade típica do verão, o outono cria o cenário ideal para uma limpeza profunda sem agredir. Os destaques são os tratamentos regenerativos e a hidrodermoabrasão.

"Os tratamentos regenerativos com o uso de exossomos autólogos, derivados do próprio paciente, conferem naturalidade e melhoram a saúde da pele. Eles ativam vias de reparo celular, modulam inflamação e incentivam a neocolagênese", comenta a Dra. Flávia Brasileiro. No caso da superfície, a clássica toxina botulínica pode ser aplicada para relaxar a musculatura, suavizar linhas de expressão e prevenir a formação de novas rugas.

"No caso da hidrodermoabrasão do Hydrafacial, ela remove as sujidades (células mortas, excesso de sebo, poros sujos) e repõe o que a pele precisa para brilhar (água, lipídios, antioxidantes), respeitando a fisiologia cutânea. É como se fosse um detox para a pele, o que ajuda na clareza óptica, com menos opacidade e mais brilho", esclarece.

Manchas: como tratar com eficácia e segurança

Uma questão importante é o tratamento de manchas. "Para a imensa maioria das hiperpigmentações, como melasma, manchas de sol e pós-inflamatórias, o tratamento domiciliar diário é a base indispensável do manejo, mesmo quando lasers e peelings são realizados. Isso ocorre porque as manchas são extremamente sensíveis à luz UV, à luz visível e à inflamação crônica leve, fatores que causam piora ou recidiva constante", diz a dermatologista Dra. Glauce Eiko, membro da SBD.

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A profissional alerta, no entanto, que os procedimentos isolados não são suficientes. "Embora os procedimentos em consultório acelerem a melhora, os resultados não se mantêm sem um skincare adequado e fotoproteção rigorosa. Portanto, um protocolo realmente eficaz deve combinar obrigatoriamente a proteção solar diária, o uso regular de ativos clareadores e o controle rigoroso de qualquer irritação ou inflamação na pele", ressalta.

O outono é uma estação propícia para procedimentos como peeling
Foto: Studio Romantic | Shutterstock / Portal EdiCase

Peelings para renovar a pele

A época também é propícia para os peelings. "A escolha do procedimento ideal depende de fatores individuais, como o tipo de mancha (melasma, melanose solar ou mancha pós-inflamatória), o fototipo da pele (cor e sensibilidade) e o histórico de irritações do paciente. Entre os principais tipos utilizados, destacam-se peelings como o ácido glicólico para fotoenvelhecimento, o ácido mandélico por sua suavidade em peles morenas e negras, o ácido salicílico para manchas de acne, a solução de Jessner em protocolos seriados e o TCA em baixas concentrações para lesões superficiais isoladas", destaca a Dra. Glauce Eiko.

Estímulo de colágeno e combate à flacidez

Procedimentos que estimulam colágeno se beneficiam diretamente de épocas com menor incidência solar. "Tecnologias de ultrassom como o Atria II e radiofrequência Evolla são boas opções, já que atuam em planos mais profundos da pele, estimulando colágeno sem provocar lesão superficial significativa", diz o dermatologista Dr. Abdo Salomão Jr., membro da SBD.

No caso de flacidez de pele mais expressiva, além da aplicação na superfície da pele, as tecnologias também evoluíram para atingir a camada subdérmica, com ponteiras específicas que fazem o tratamento da flacidez desde a superfície cutânea até planos mais profundos, segundo a dermatologista Dra. Flávia Brasileiro.

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"O Ignite RF utiliza a tecnologia da radiofrequência bipolar entregue de diferentes formas. Na superfície, a já conhecida tecnologia Morpheus, com microagulhas que emitem calor para rejuvenescimento, recebeu um upgrade que utiliza algoritmos inteligentes para ajustar automaticamente a profundidade de aplicação; a camada subdérmica também recebe estímulo com a nova ponteira QuantumRF, que proporciona uma poderosa contração tecidual sem causar danos à derme, o que se traduz em um tempo de recuperação reduzido. Essa associação promove efeito lifting expressivo em um tratamento minimamente invasivo, seguro, preciso e eficaz da flacidez facial", afirma.

Há opções até mesmo para quem emagreceu utilizando análogos de GLP-1. "No caso do ultrassom Linear Z, podemos utilizá-lo em pacientes com flacidez e perda de volume decorrentes do emagrecimento acelerado provocado pelos medicamentos análogos ao GLP-1. Nesse ponto, a técnica age para reposicionar tecidos, restaurar equilíbrio e redesenhar contornos. Em outras palavras, devolver à face aquilo que o tempo (e agora também a farmacologia) retirou", diz o dermatologista Dr. Renato Soriani, membro da SBD.

Transplante capilar: outono como aliado na recuperação

As portas também estão abertas para o transplante capilar. Como a recuperação do procedimento exige evitar exposição solar direta no couro cabeludo, utilizar proteção física, manter a higienização adequada, hidratar-se bem e seguir todas as orientações médicas, o outono é um bom período para a cirurgia.

"O transplante capilar pode ser realizado com segurança em qualquer época do ano. O mais importante é o acompanhamento médico e o comprometimento do paciente com o pós-operatório. Técnicas modernas, como FUE e suas variações ou o método DVN (Densidade, Volume e Naturalidade), são minimamente invasivas, não deixam cicatriz linear e apresentam recuperação mais rápida, o que amplia a segurança do procedimento ao longo de todo o ano", explica o médico Dr. Marcelo Nogueira.

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Por Maria Claudia Amoroso

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