Filha de Maurizio Gucci ironiza decisão da Justiça de manter pensão à mãe

'Quem matou embolsou. Quem perdeu o pai pagou', escreveu Allegra

23 mai 2026 - 15h49
(atualizado às 16h21)

Allegra Gucci, uma das duas filhas de Maurizio Gucci, fundador da grife que leva seu sobrenome e que foi assassinado a mando da ex-esposa, Patrizia Reggiani, reagiu à decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de arquivar o processo apresentado em conjunto com sua irmã, Alessandra, à respeito da pensão vitalícia à mãe.

Allegra é a filha caçula de Maurizio Gucci e Patrizia Reggiani
Allegra é a filha caçula de Maurizio Gucci e Patrizia Reggiani
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Quem matou embolsou. Quem perdeu o pai pagou", ironizou ela neste sábado (23) em suas redes sociais.

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As duas irmãs Gucci recorreram ao Tribunal Europeu sobre a decisão aplicada a elas "não por razões financeiras, mas para obter o que o sistema judicial italiano lhes havia negado", diz a longa publicação: "o reconhecimento da aberração criada pelas sentenças" que as "obrigaram a pagar mais de 40 milhões de francos suíços à assassina de seu pai".

Segundo as filhas do fundador da Gucci, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos não disse que elas estavam erradas, como também não avaliou o mérito da questão. Simplesmente "arquivou o caso sem emitir um parecer".

Allegra destacou que ela e Alessandra tiveram que negociar "sob a ameaça concreta de um processo de execução hipotecária, a apreensão de seus bens, incluindo sua casa".

"Pagar 3,9 milhões de euros (R$ 22,8 milhões) foi a única maneira de encerrar uma disputa que, de outra forma, se arrastaria indefinidamente", explicou a caçula de Gucci, antes de acrescentar: "Não foi um acordo livre. Foi uma rendição diante de uma sentença que nunca deveria ter existido".

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Maurizio Gucci foi assassinado em 1995 a mando de sua ex-esposa, Patrizia Reggiani, que foi condenada a 26 anos de prisão e já cumpriu a pena.

As duas filhas do casal, Allegra e Alessandra, foram obrigadas a pagar uma pensão vitalícia à mãe, conforme estabelecido por decisões judiciais italianas e agora confirmado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que arquivou o caso.

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