Você entra no escritório, liga o computador e, antes mesmo de abrir o primeiro e-mail, já procura um casaco para se aquecer. Enquanto isso, o colega da mesa ao lado trabalha tranquilamente de manga curta.
A cena é tão comum que virou quase uma piada nos ambientes corporativos. Mas, por trás dela, existe uma explicação que passa pela ciência, pela fisiologia e até pela forma como os escritórios foram projetados décadas atrás.
Nos últimos anos, especialistas passaram a questionar um detalhe que durante muito tempo foi tratado como simples "frescura": afinal, por que tantas mulheres sofrem com o ar-condicionado enquanto boa parte dos homens parece não ser afetada por isso? A resposta mostra que o problema está longe de ser apenas uma questão de preferência pessoal.
O escritório foi pensado para homens dos anos 1970
Pode parecer exagero para alguns chamar o ar-condicionado de "sexista", mas o termo ganhou força justamente porque a temperatura de muitos prédios comerciais foi definida a partir de estudos realizados na década de 1970. Na época, os cálculos de conforto térmico consideravam, principalmente, homens adultos usando terno completo de lã ainda por cima.
Décadas depois, a realidade mudou completamente. As roupas estão diferentes, a participação feminina no mercado de trabalho aumentou e os escritórios se tornaram mais diversos. Mesmo assim, muitos sistemas centrais de ar-condicionado continuam operando com parâmetros muito semelhantes aos daquela época.
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