Oferecimento

Aos 2 anos, bebê é a única portadora de condição ultrarrara no mundo; entenda

Diagnóstico raro envolve alteração inédita no cromossomo 1 e exige monitoramento constante, mas família destaca força e resiliência da criança

5 mai 2026 - 18h21

A história da pequena Bridget McNally, de apenas 2 anos, tem chamado atenção pela raridade e complexidade de sua condição genética. Nascida no Reino Unido em setembro de 2023, a menina foi diagnosticada com uma síndrome extremamente incomum - e, segundo exames, apresenta uma alteração que ainda não foi identificada em nenhum outro paciente no mundo.

Menina britânica de 2 anos é a única no mundo com combinação genética rara e enfrenta convulsões e atrasos no desenvolvimento
Menina britânica de 2 anos é a única no mundo com combinação genética rara e enfrenta convulsões e atrasos no desenvolvimento
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Desde os primeiros meses de vida, os pais, Christopher e Shelley McNally, perceberam que algo não estava dentro do esperado. A dificuldade para ganhar peso foi o primeiro sinal de alerta e levou a família a buscar avaliação médica mais aprofundada.

Publicidade

Um diagnóstico raro e sem precedentes

Após uma série de exames, Bridget recebeu o diagnóstico de síndrome de deleção 1q43-q44, uma condição genética causada pela ausência de uma pequena parte do cromossomo 1. O quadro está associado a atrasos importantes no desenvolvimento, além de crises convulsivas.

Embora existam cerca de 200 casos semelhantes registrados no mundo, o caso de Bridget traz uma particularidade ainda mais rara: uma duplicação adicional no mesmo cromossomo, considerada inédita pela equipe médica. "Não tem nome, só números. Disseram que ela talvez nunca ande, porque tem fraqueza muscular, dificuldades para se alimentar e epilepsia", relatou o pai à People.

Desafios diários e cuidados constantes

A condição de Bridget exige uma rotina intensa de cuidados. A menina apresenta atraso global no desenvolvimento, não consegue se sentar sozinha e enfrenta dificuldades para se alimentar de forma convencional.

Além disso, as convulsões fazem parte do dia a dia. Ainda no primeiro ano de vida, ela começou a apresentar espasmos infantis, que evoluíram para crises mais complexas e frequentes.

Publicidade

Em muitos momentos, a família precisou lidar com internações prolongadas enquanto os médicos testavam diferentes combinações de medicamentos - já que o organismo da criança apresenta resistência aos tratamentos disponíveis. "Ela tem uma vida muito desconfortável", afirmou o pai, ao descrever as limitações enfrentadas pela filha.

Adaptações para garantir segurança

Para oferecer mais conforto e segurança, a rotina da família passou por diversas adaptações. Bridget utiliza um berço especial, com inclinação ajustável, que permite uma posição mais segura durante o sono.

Ela também depende de monitoramento contínuo dos níveis de oxigênio e da frequência cardíaca durante a noite, uma medida essencial diante do risco de crises. "Ela não consegue se levantar sozinha para ficar sentada", explicou o pai.

Uma trajetória marcada pela resistência

Apesar das dificuldades, a família descreve Bridget como uma criança forte e determinada. "Ela é uma lutadora", reforça o pai, destacando a forma como a filha enfrenta os desafios desde o nascimento. Em um dos momentos mais críticos, a menina chegou a ter uma convulsão grave que colocou sua vida em risco, exigindo semanas de internação.

Publicidade

Ainda assim, a rede de apoio tem sido fundamental. A família encontrou acolhimento em grupos internacionais que reúnem pessoas com alterações semelhantes no cromossomo 1, o que ajudou a diminuir a sensação de isolamento diante de um diagnóstico tão raro.

Um futuro incerto - e vivido dia após dia

Diante de uma condição sem precedentes, não há previsões claras sobre o desenvolvimento de Bridget. "Não temos ideia, e ninguém mais tem, do que o futuro reserva para ela", disse a babá Christine Wright, que acompanha a rotina da criança.

Mesmo com as incertezas, a família mantém o foco no presente. Cada pequeno avanço, cada dia tranquilo e cada momento de bem-estar são celebrados. A mobilização também inclui iniciativas para melhorar a qualidade de vida da menina, como a arrecadação de fundos para adaptar o ambiente da casa e permitir que ela aproveite momentos ao ar livre com mais conforto.

Entre desafios e afeto, uma história de amor

A trajetória de Bridget evidencia não apenas os desafios de uma condição genética rara, mas também a força de uma rede familiar que se recusa a desistir. Em meio a diagnósticos complexos e incertezas, a história da menina se transforma em um retrato de resistência, cuidado e presença - lembrando que, mesmo diante do desconhecido, o afeto continua sendo um dos maiores pilares para seguir em frente.

Publicidade
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações