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Agitação mental não é ansiedade: por que essa diferença importa no TDAH

Agitação mental e ansiedade não são a mesma coisa. Entenda por que essa diferença pode fazer mais sentido do que você imagina.

21 jun 2026 - 20h00
(atualizado às 20h03)

Vocês já perceberam como, frequentemente, a gente chama agitação mental de ansiedade?

Agitação mental não é ansiedade: por que essa diferença importa no TDAH
Agitação mental não é ansiedade: por que essa diferença importa no TDAH
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

São conceitos diferentes. E é importante que a gente saiba disso quando há suspeita de TDAH ou quando já existe um diagnóstico confirmado.

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A ansiedade tem muito mais a ver com a sensação de que a nossa mente está sempre prevendo um cenário muito negativo. Algo muito ruim vai acontecer logo mais e, por isso, eu me mantenho hipervigilante, preocupado.

Já a agitação mental é a sensação de que o pensamento está sempre muito acelerado em várias direções. Não necessariamente prevendo desfechos ruins, mas funcionando de forma multidirecional, quase intrusiva e invasiva.

Ansiedade não é a mesma coisa que agitação mental

No contexto do TDAH, a gente pode ter a agitação mental típica do transtorno associada a sintomas ansiosos que, inclusive, justificam tratamento.

Isso acontece especialmente quando temos um TDAH que não foi diagnosticado e tratado ao longo de muitos anos.

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Nesses casos, muitas crenças de incapacidade acabam sendo estabelecidas. Aos poucos, o cérebro passa a prever desfechos negativos para atividades cotidianas.

Isso pode gerar, sim, sintomas ansiosos e depressivos que também podem ser tratados.

Mas ansiedade é diferente de agitação mental.

Como a agitação mental aparece no TDAH

A agitação mental no TDAH não se resolve apenas quando tratamos os sintomas ansiosos.

Ela se mantém porque faz parte desse padrão de funcionamento neurodivergente.

Por isso, o tratamento precisa ser direcionado ao próprio TDAH e pode incluir psicoestimulantes, entre outras abordagens individualizadas.

Então, qual será o tratamento medicamentoso? Qual será a abordagem não medicamentosa?

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Isso é muito variável. Tudo vai depender do contexto do paciente e de uma série de fatores que realmente precisam ser individualizados.

O que a vida moderna faz com o nosso cérebro

Agora, fugindo um pouquinho do contexto neurodivergente do TDAH e trazendo a reflexão para a vida cotidiana de um cérebro típico (ou seja, sem condições como TDAH, autismo e outras neurodivergências), vale observar como a nossa rotina tem funcionado.

Vivemos em um ritmo acelerado, cercados de tarefas e expostos às telas por tempo excessivo.

Frequentemente, isso faz com que a gente normalize um padrão de agitação mental como se fosse o nosso funcionamento natural e saudável.

Como se fosse normal manter múltiplas abas abertas o tempo todo.

Mas não é.

A gente precisa cultivar momentos de descanso, momentos de presença e, principalmente, momentos de flow.

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São aqueles momentos em que conseguimos ficar tão absorvidos por uma atividade que mantemos a atenção sustentada por mais tempo.

Isso é profundamente satisfatório para o nosso cérebro e pode ser uma importante fonte de bem-estar, tranquilidade e felicidade.

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Fonte: SaúdeLAB
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