Ver uma lagartixa andando por paredes de casas e apartamentos é uma situação comum em áreas urbanas no Brasil. Enquanto muita gente pode ter medo ou se assustar com o animal, ele não representa nada negativo e, na verdade, pode ser um "aliado"contra pragas.
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Além de inofensivas, elas desempenham um papel importante no ambiente doméstico ao se alimentarem de insetos como mosquitos, traças, pequenos artrópodes e insetos que se concentram ao redor de luzes artificiais.
Segundo o professor Adrian Antonio Garda, do Departamento de Ecologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), esses animais aparecem principalmente à noite, atraídos pela oferta de abrigo e alimento. Parte do grupo conhecido como espécies sinantrópicas, elas se adaptaram a viver próximos aos seres humanos. De acordo com o especialista, "a presença desses animais não indica sujeira nem problemas com a estrutura da casa ou apartamento".
Ao contrário do que muitos imaginam, lagartixas são atraídas por ambientes que ofereçam abrigo e disponibilidade de alimento, como pequenos insetos. Outro ponto que costuma gerar dúvidas é o risco à saúde. O professor garante que lagartixas não oferecem perigo para humanos ou animais domésticos.
"Répteis tem um metabolismo muito diferente do nosso, e, por isso, não são hospedeiros de doenças que podem nos afetar. Não se alimentam de lixo, como baratas e ratos, e por isso não transmitem doenças relacionadas a baixa higiene", explica Garda.
No Brasil, a espécie mais comum encontrada dentro de residências é a Hemidactylus mabouia, de origem africana. Ela se adaptou bem aos ambientes urbanos e hoje é raramente encontrada em áreas naturais, sendo praticamente exclusiva de cidades e zonas rurais habitadas. As Hemidactylus mabouia têm hábitos noturnos e são mais frequentemente vistas dentro de ambientes internos, ao contrário de outros répteis que normalmente têm hábitos diurnos.