Impulsionado por chuvas recordes associadas ao fenômeno El Niño, o Deserto do Atacama, no Chile, foi coberto por mais de 200 espécies de flores silvestres em uma área de 17 mil km². Conhecido como "Desierto Florido", o evento despertou sementes e bulbos que estavam dormentes no solo há décadas, transformando a paisagem do deserto não polar mais seco do planeta naquele que pode ser o florescimento mais intenso já registrado na região desde 1997.
O Deserto do Atacama, no Chile, é conhecido por ser o deserto não polar mais seco do planeta, mas sua paisagem ganhou cores que parecem improváveis para uma região tão árida. Neste ano, chuvas excepcionalmente intensas permitiram que milhões de sementes e bulbos voltassem à vida, cobrindo cerca de 17 mil km² com flores silvestres.
O fenômeno, conhecido como Desierto Florido, reúne mais de 200 espécies de plantas e pode ser o mais intenso desde 1997. Por trás desse espetáculo está o El Niño, que contribuiu para volumes de precipitação muito acima do habitual na região. Algumas dessas plantas, inclusive, voltaram a florescer depois de permanecerem adormecidas no solo por décadas.
Chuvas extraordinárias transformaram a paisagem do Atacama
A imagem de um deserto coberto por flores parece contradizer tudo o que sabemos sobre ambientes áridos. No Atacama, porém, esse fenômeno tem uma explicação: embora a região receba pouquíssima chuva na maior parte do tempo, parte de sua vegetação consegue sobreviver em estado de dormência, esperando condições favoráveis para crescer.
Foi o que aconteceu neste ano. Entre julho e agosto, o Chile registrou chuvas recordes em diversas regiões, com volumes que chegaram a 160, 180 e até 190 milímetros em alguns pontos. Segundo especialistas da Corporação Nacional Florestal do Chile (Conaf), esses números estão entre os mais expressivos desde o início dos registros de precipitação, na década de 1950.
O El Niño, fenômeno climático associado ao ...
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