Há anos que calculamos mal os níveis do mar: um erro generalizado revela que as zonas costeiras estão muito mais expostas

A ciência já determinou que nossas medições estavam erradas

9 mar 2026 - 15h12
(atualizado em 10/3/2026 às 14h21)
Foto: Xataka

Um dos nossos maiores receios em relação ao aquecimento global é a subida do nível do mar e o risco de inundações em zonas costeiras de todo o mundo devido ao derretimento das calotas polares. Mas agora temos más notícias: a grande maioria dos estudos científicos sobre o risco de inundações costeiras baseou-se numa premissa falha.

E não se trata de um erro de cálculo no derretimento do gelo ou nas emissões de CO₂, mas sim de termos medido incorretamente onde se situa o ponto "zero".

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Isso foi percebido

É o que revelou um novo estudo publicado em março na revista Nature, que abala os alicerces das projeções climáticas costeiras. A pesquisa indica que os níveis do mar nas zonas costeiras estão, em média, cerca de 30 centímetros mais altos do que o previsto pelos modelos de risco. E em algumas áreas do planeta, a diferença ultrapassa um metro.

Como é possível?

Para entendermos onde reside o problema, precisamos de analisar como é criado um mapa de risco de inundações. Quando os pesquisadores calculam quais áreas serão submersas se o nível do mar subir, eles precisam de um ponto de partida, como uma linha de base, e o problema é que esse ponto de partida era seriamente falho.

O problema

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores revisaram 385 estudos revisados por pares, publicados entre 2009 e 2025, e descobriram um padrão: mais de 90% desses estudos usaram "geóides teóricos" para estabelecer essa linha de base. O problema é que um geoide é um modelo gravitacional idealizado da ...

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