Especialistas afirmam que cebolas com brotos verdes são seguras para consumo, ao contrário das batatas germinadas. Pertencente à família das solanáceas, a batata produz glicoalcaloides quando brota ou pega luz, substâncias tóxicas capazes de causar náuseas, vômitos e diarreia mesmo após o cozimento. Já a cebola não apresenta esse risco químico, sendo o receio popular fruto de uma confusão entre os vegetais. Portanto, apenas a batata brotada deve ser descartada para evitar problemas de saúde.
Ao buscar vegetais na despensa para preparar uma receita, é comum notar que cebolas e batatas apresentam brotos verdes — algo que acontece, sobretudo, quando as esquecemos no fundo de uma gaveta. Nesses casos, o instinto costuma nos dizer para jogar esses vegetais no lixo, por considerá-los tóxicos; no entanto, há nuances importantes a serem observadas para evitar o desperdício de alimentos no dia a dia.
Não se trata de uma preocupação infundada
O receio em relação a esses brotos faz sentido, mas o foco está no alimento errado: a toxicidade real diz respeito à batata, e não à cebola. Como a batata pertence à família das solanáceas, ela produz naturalmente compostos nitrogenados chamados glicoalcaloides, que funcionam como um mecanismo de defesa da planta.
A Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição (AESAN) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) são claras ao afirmar que a ingestão de apenas 1 mg desse composto por quilo de peso corporal, ao dia, já é suficiente para provocar efeitos gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia.
O risco aumenta quando a batata é exposta à luz e a determinadas temperaturas, condições que favorecem a germinação e fazem com que os níveis dessa substância tóxica disparem. Vale ressaltar, ainda, que o cozimento não resolve o problema: embora descascar a batata reduza a presença de glicoalcaloides em 25% a 75%, o cozimento em água (fervura) resulta em uma redução de apenas 5% a 65%.
A cebola, por sua vez, não ...
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