A NASA analisou o El Niño e explicou por que ele pode ser o mais intenso

O fenômeno climático já figura entre os três mais severos e pode ser o mais complicado, devido ao nível do mar

31 out 2026 - 08h43
Resumo
Com base em 35 anos de dados de satélite sobre o nível e a temperatura do mar, a NASA alerta que o atual El Niño pode superar a intensidade dos eventos históricos de 1997-1998 e 2015-2016. A análise das anomalias oceânicas indica que, embora compartilhe a alta magnitude dos ciclos anteriores, o fenômeno atual possui uma distribuição única de calor e resposta atmosférica, alterando a localização geográfica de secas e inundações pelo planeta.
A NASA analisou o El Niño e explicou por que ele pode ser o mais intenso
A NASA analisou o El Niño e explicou por que ele pode ser o mais intenso
Foto: Xataka

Uma análise elaborada pela NASA, com base em 35 anos de registros de satélite sobre o nível do mar, alerta que o atual fenômeno El Niño apresenta semelhanças com o registrado no período de 1997-1998, embora com indícios de atingir uma intensidade maior.

A comparação deste ciclo com os episódios anteriores de 1997-1998 e 2015-2016 revela que, apesar de compartilharem uma magnitude elevada, cada evento apresenta uma distribuição particular de água quente e uma resposta atmosférica distinta, o que altera geograficamente as áreas sujeitas a secas, chuvas ou inundações.

Publicidade

O relatório do NASA Earth Observatory utiliza dados de altimetria oceânica para medir anomalias na superfície do mar — um indicador direto do acúmulo de calor, visto que a água se expande ao ter sua temperatura elevada. Para isolar os dados de tendências de longo prazo e variações sazonais, os pesquisadores removeram esses sinais de uma série que reúne informações das missões TOPEX/Poseidon, Jason-2 e Sentinel-6 Michael Freilich.

Josh Willis, cientista do projeto de missões sobre o nível do mar no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, destacou a continuidade dessas observações: "O aspecto singular da altimetria é que dispomos de um registro de 35 anos, obtido por satélites quase idênticos que percorrem praticamente a mesma trajetória sobre a Terra, com cada missão sobrepondo-se à seguinte".

Com base nessa sequência, o especialista observou: "Isso nos permite analisar dados históricos e comparar este fenômeno ...

Veja mais

Publicidade

Matérias relacionadas

"Isso é inacreditavelmente louco": tivemos que mudar de novo o eixo das ordenadas para manter o El Niño de 2026 dentro dos limites

Pesquisadores da Austrália desenvolvem baratas cibernéticas: elas são capazes de injetar medicamentos nas vítimas presas sob os escombros

Pesquisadores colocaram uma câmera a 535 metros de profundidade sob o gelo da Antártida, e até eles ficaram surpresos com o que encontraram

Quanto mais estudamos a mente dos corvos, mais claro fica que a sua inteligência supera o que imaginávamos

Especialistas em nutrição concordam: cebolas que apresentam brotos verdes são perfeitamente seguras para o consumo

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se