A disputa pela Presidência da República em 2026 apresenta um cenário de polarização consolidada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo os levantamentos mais recentes. Para acompanhar o termômetro da corrida eleitoral, este guia reúne e compara os dados das pesquisas BTG/Nexus (divulgada em 3 de agosto) e Atlas/Bloomberg (divulgada em 29 de julho).
Comparativo geral
Resumo consolidado dos principais resultados entre os líderes da disputa:
- 1º Turno (Lula): 41% (BTG/Nexus) | 44,9% (Atlas/Bloomberg)
- 1º Turno (Flávio Bolsonaro): 37% (BTG/Nexus) | 35,8% (Atlas/Bloomberg)
- 2º Turno (Lula x Flávio): 46% a 45% (BTG/Nexus) | 49,2% a 42,9% (Atlas/Bloomberg)
- Rejeição (Lula): 49% (BTG/Nexus) | 49,4% (Atlas/Bloomberg)
- Rejeição (Flávio Bolsonaro): 49% (BTG/Nexus) | 52,9% (Atlas/Bloomberg)
Blocos comparativos
Intenções de voto no 1º Turno
- Dados principais: Na pesquisa BTG/Nexus, Lula aparece com 41% e Flávio Bolsonaro com 37%. Na pesquisa Atlas/Bloomberg, Lula registra 44,9% contra 35,8% de Flávio.
- O que mudou: No levantamento BTG/Nexus, Flávio cresceu 4 pontos percentuais (tinha 33% em 27 de julho), enquanto Lula oscilou um ponto para baixo, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos. Já na Atlas/Bloomberg, ambos apresentaram queda em relação a junho (Lula tinha 46,3% e Flávio 36,6%).
- Destaques: Os candidatos de terceira via permanecem com um dígito em ambos os levantamentos. Renan Santos (Missão) marca 4% na BTG e 7,8% na Atlas. Ronaldo Caiado (PSD) tem 5% na BTG e 3,1% na Atlas. Romeu Zema (Novo) registra 3% na BTG e 2,6% na Atlas.
Simulações de 2º Turno
- Dados principais: A BTG/Nexus aponta um empate técnico entre Lula (46%) e Flávio Bolsonaro (45%). A Atlas/Bloomberg mostra Lula à frente com 49,2% ante 42,9% do senador.
- O que mudou: Na BTG/Nexus, a distância entre os dois diminuiu, já que em julho Lula tinha 47% e Flávio 43%. Na Atlas/Bloomberg, o cenário permaneceu estável em relação a junho (Lula tinha 48,8% e Flávio 42,3%).
- Destaques: Em ambas as pesquisas, Lula vence numericamente todos os outros adversários testados em cenários de segundo turno, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.
Índices de Rejeição
- Dados principais: A BTG/Nexus mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 49% de rejeição cada. A Atlas/Bloomberg aponta Flávio como o mais rejeitado (52,9%), seguido por Lula (49,4%).
- O que mudou: Na BTG/Nexus, a rejeição de Flávio oscilou um ponto para baixo (era 50%), enquanto a de Lula se manteve estável.
- Destaques: A rejeição aos principais nomes da terceira via é menor, mas acompanhada de alto desconhecimento. Na BTG/Nexus, Zema tem 31% de rejeição, Caiado 29% e Renan Santos 27%.
Metodologia das pesquisas
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.021 brasileiros adultos entre os dias 22 e 27 de julho de 2026. O levantamento foi realizado por meio do método Atlas RDR (Random Digital Recruitment), em que os participantes são recrutados aleatoriamente durante a navegação na internet em diferentes dispositivos. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.
A pesquisa Nexus, divulgada pelo BTG Pactual, entrevistou 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026. As entrevistas foram realizadas por telefone por meio da técnica CATI (Computer-Assisted Telephone Interviewing). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-02874/2026.
Portanto, as comparações devem ser analisadas considerando metodologias distintas: a Atlas utiliza recrutamento digital aleatório e a Nexus realiza entrevistas telefônicas.
Conclusão
Os dados indicam que a eleição de 2026 caminha para a repetição da polarização nacional. Enquanto a pesquisa Atlas/Bloomberg mostra uma vantagem mais confortável para o atual presidente, o levantamento BTG/Nexus aponta um cenário de acirramento e empate técnico, impulsionado pelo crescimento recente de Flávio Bolsonaro. Os eleitores que buscam uma terceira via seguem dispersos, com os candidatos alternativos sem conseguir ultrapassar a barreira dos 10% nas intenções de voto no primeiro turno.