STF abre inquérito para investigar filme sobre Bolsonaro

23 jul 2026 - 15h15

Ministro André Mendonça permite que PF investigue a origem dos recursos destinados ao filme "Dark Horse", inspirado no ex-presidente. Apuração mira repasses atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro a Flávio Bolsonaro.O ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) André Mendonça autorizou nesta quinta-feira (23/07) a abertura de um inquérito para investigar movimentações financeiras ligadas à produção do filme Dark Horse, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Vorcaro é acusado de transferir valores milionários à produtora do filme
Vorcaro é acusado de transferir valores milionários à produtora do filme
Foto: DW / Deutsche Welle

O pedido, feito pela Polícia Federal (PF), teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os investigadores deverão examinar a origem, o destino e a finalidade dos recursos destinados ao projeto audiovisual, além de apurar possíveis irregularidades nas transferências.

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Na prática, o despacho autoriza a Polícia Federal a verificar se houve repasses do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a pessoas ligadas à produção do longa - entre elas o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Segundo a suspeita, cerca de R$ 61 milhões teriam sido enviados por Vorcaro por meio de empresas e fundos vinculados ao projeto. Mensagens entreFlávio e o banqueiro divulgadas pelo site Intercept Brasil revelaram uma articulação para captar recursos para o filme. As conversas sugerem que o senador acompanhava o cronograma de pagamentos da produção e buscava novos aportes. Cerca de R$ 134 milhões teriam sido negociados, segundo o site.

Vorcaro é investigado no processo que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo o portal G1, a apuração também busca esclarecer se parte dos valores passou por fundos nos EUA e foi utilizada para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Ele nega a acusação e afirma ter informado às autoridades americanas a origem de seus recursos.

Envolvidos negam irregularidades

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Os responsáveis pelo projeto negam irregularidades. A produtora afirma que a captação de recursos ocorreu por meio de mecanismos privados de financiamento e sustenta que todas as operações seguiram as normas do mercado audiovisual.

Flávio Bolsonaro tem afirmado que atuou apenas na busca de investidores para uma obra sobre a história de seu pai. Segundo o senador, os recursos discutidos eram exclusivamente privados, sem participação de verbas públicas, e não houve oferta de qualquer vantagem em troca de aportes financeiros. Ele também nega que os valores tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro.

gq/le (ots)

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