Show de Shakira pode movimentar quase R$ 800 milhões na economia do Rio

O evento Todo Mundo no Rio projeta movimentação de quase 800 milhões de reais com público esperado de 2 milhões de pessoas

27 abr 2026 - 16h39

A contagem regressiva para o megashow de Shakira na Praia de Copacabana, marcado para o próximo sábado como parte do evento Todo Mundo no Rio, já movimenta os bastidores da cidade. As projeções oficiais indicam uma injeção de 776,2 milhões de reais na economia carioca, considerando a expectativa de reunir um público expressivo de 2 milhões de pessoas. O estudo, conduzido pela Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico e pela Riotur, baseia-se em dados detalhados sobre as despesas estimadas dos visitantes, incluindo gastos com hospedagem, alimentação em bares e restaurantes e compras de lembrancinhas.

A cantora Shakira
A cantora Shakira
Foto: Divulgação / Perfil Brasil

O impacto econômico e a força do turismo

A expectativa é que a composição desse público seja majoritariamente local, com 84,6% sendo cariocas e moradores da região metropolitana, totalizando 1,7 milhão de pessoas. Além disso, estima-se a presença de 278 mil turistas nacionais e 32 mil estrangeiros. A Secretaria calculou o ticket médio de consumo diário, que varia de 141,75 reais para moradores locais a 626,40 reais para os turistas internacionais, garantindo a robustez dos números. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, a artista colombiana celebrou a oportunidade de se apresentar em um dos palcos mais icônicos do mundo. "Copacabana, para mim, é um sonho. Eu sempre sonhei cantar nessa praia porque eu acho que é um lugar mágico. Não é somente a praia mais famosa do mundo. Se o planeta Terra tivesse um altar, seria a Praia de Copacabana", afirmou a cantora, que também deixou aberta a possibilidade de uma participação especial de Anitta.

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Transformação no calendário da cidade

A prefeitura, que investiu 15 milhões de reais no patrocínio do evento, destaca que o show cumpre um papel fundamental na sazonalidade do turismo. Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, a cidade percebe um aumento claro na ocupação hoteleira e no movimento comercial nas semanas que antecedem a apresentação. "O Todo Mundo no Rio se tornou uma data que atrai as pessoas à cidade, mesmo quem não vem para assistir ao show em Copacabana. A ocupação da cidade cresce nas semanas anteriores ao evento. As pessoas frequentam os restaurantes, ficam nos hotéis, compram no comércio da cidade. Isso se reflete nos números", explicou o gestor.

Visibilidade global e marketing territorial

Além do retorno direto, o município aposta na mídia espontânea gerada pela cobertura jornalística internacional, com estimativa de atingir 1,3 bilhão de reais, patamar similar aos shows anteriores de Lady Gaga e Madonna. O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, reforça que o evento coloca o Rio no centro das atenções globais. "Copacabana oferece uma combinação rara no mundo: infraestrutura, paisagem icônica e a vivência de receber milhões de pessoas. Isso posiciona o Rio de forma estratégica no circuito internacional de grandes shows e amplia o interesse de turistas ao longo de todo o ano", avaliou. Com o trabalho técnico liderado por Marcelo Balassiano e Renata Paes Leme, os dados comprovam que o mês de maio, historicamente de baixa temporada, tem registrado um crescimento contínuo de visitantes, transformando o evento em um pilar vital para o desenvolvimento econômico da capital fluminense.

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