Uma turista paraguaia passou por uma situação inesperada durante uma visita ao Maior Cajueiro do Mundo, em Parnamirim, na Grande Natal (RN). Em vez de desembolsar o valor habitual da entrada, ela acabou transferindo por engano uma quantia próxima de R$ 30 mil para o local. O episódio que agora está sob análise administrativa.
O caso aconteceu em janeiro e envolveu um pagamento feito via PIX no valor de 40,5 milhões de guaranis paraguaios, montante muito acima do necessário para a visita. A diferença só foi percebida depois, tanto pela visitante quanto pela equipe responsável pela administração do espaço, o que levou à abertura de uma tentativa formal de devolução.
Devolução difícil
A administração do cajueiro, ligada ao órgão estadual responsável pela área ambiental, informou que o reembolso ainda não foi concluído por causa de obstáculos burocráticos. Como a turista não possui CPF nem conta bancária no Brasil, o processo ficou mais complicado do que o esperado, exigindo uma solução específica para que o dinheiro seja devolvido de forma regular.
Para tentar resolver o impasse, o governo estadual abriu um processo administrativo. A medida busca encontrar um caminho legal que permita devolver o valor excedente à visitante estrangeira sem ferir as exigências bancárias e fiscais brasileiras.
O episódio chamou atenção não apenas pelo valor transferido por engano, mas também pela complexidade de uma situação que, à primeira vista, parecia simples. Em locais turísticos com grande fluxo de estrangeiros, situações como essa podem exigir procedimentos mais flexíveis para evitar prejuízos e transtornos aos visitantes.
O ponto turístico
O Cajueiro de Pirangi é um dos cartões-postais mais conhecidos do Rio Grande do Norte. Com aproximadamente 10 mil metros quadrados, o atrativo recebe turistas de várias partes do país e do exterior. A entrada custa R$ 10, com meia-entrada de R$ 5, o que torna o valor pago por engano ainda mais fora da realidade da visita.