"Ranking sexual" expõe mais de 50 alunas de faculdade em SP

Estudantes da Unoeste, em Presidente Prudente, foram vítimas de montagens criminosas de cunho sexual e depreciativo

22 ago 2026 - 21h39
(atualizado às 22h05)
Foto:

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente (SP) investiga a criação de um “ranking sexual” que classifica alunas da Unoeste, universidade privada do município.

A lista classifica 53 alunas em termos de cunho sexual e depreciativo, ao lado de fotos das vítimas que foram aproveitadas das redes sociais.

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O ranking, feito em formato “tier list”, trazia classificações como “deliciosíssima” e “comível”. A lista foi compartilhada em um grupo privado e acabou por circular nas redes sociais. 

Além disso, prints do grupo, intitulado “não psicólogos”, mostram comentários ofensivos como “Tirei as lésbicas e as gordas”.

A Unoeste publicou um comentário em sua última postagem no Instagram, em formato semelhante à uma nota, em que se posiciona sobre o episódio:

A Unoeste recebeu somente nesta quinta-feira (20) a denúncia sobre a criação e a circulação de conteúdo com exposição de acadêmicas.

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Desde que tomou conhecimento do caso, a apuração foi iniciada imediatamente e está sendo conduzida com prioridade e rigor. Identificadas as responsabilidades individuais, serão aplicadas as sanções previstas nas normas institucionais.

Paralelamente, a Universidade está acolhendo, amparando e ouvindo as acadêmicas envolvidas, com o cuidado necessário para preservar sua integridade, sua privacidade e sua dignidade.

A Unoeste repudia qualquer forma de exposição, assédio, constrangimento ou desrespeito à dignidade de integrantes de sua comunidade acadêmica. Também reforça a importância de não compartilhar imagens, nomes ou conteúdos relacionados ao caso, pois pode ampliar a exposição e os danos às pessoas envolvidas.

A instituição destaca ainda que mantém canais seguros e sigilosos para o recebimento de denúncias, com possibilidade de anonimato e preservação da identidade: a Ouvidoria (no site da Unoeste) e outros canais de denúncia.

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A Unoeste seguirá adotando todas as providências necessárias para a apuração e o cuidado com as pessoas envolvidas. 

Usuários reagiram negativamente ao comentário da universidade.

“QUE PRONUNCIAMENTO DE M… EM? VARIOS CASOS DE ALUNAS QUE SOFRERAM PERSEGUIÇÃO DE HOMENS E VOCÊS NÃO FAZEM P… NENHUMA!”, escreveu um perfil.

“Papinho pra boi dormir do c… isso aí”, comentou outro.

Manifestações na universidade

O vazamento do conteúdo levou a protestos na entrada da universidade. Estudantes e ativistas levaram cartazes e bandeiras com mensagens de combate à misoginia e à objetificação das mulheres. 

Em nota publicada nas redes sociais, o coletivo “Frente pela Vida das Mulheres”, que esteve à frente das manifestações, classificou o episódio como “misoginia organizada”. 

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Fonte: Portal Terra
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