Alerta climático! Fenômeno El Niño deve voltar a acontecer na segunda metade de 2026

Fenômeno deve causar calor extremo e mudança na distribuição das chuvas no Brasil

18 mar 2026 - 09h03
(atualizado às 10h39)

Um novo boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), divulgado nesta terça-feira (17), aponta para a formação do fenômeno El Niño na segunda metade de 2026. A agência indica uma transição relativamente rápida das condições atuais para um cenário que deve alcançar, pelo menos, intensidade moderada.

Foto: Sebastian Voortman / Pexels / Porto Alegre 24 horas

Segundo a projeção, há 62% de chance de o fenômeno começar entre junho e agosto, com probabilidade crescente ao longo do ano. Esse índice sobe para 72% entre julho e setembro, 80% entre agosto e outubro e chega a 83% no último trimestre de 2026. Antes disso, o período entre março e maio deve permanecer em neutralidade climática, com 93% de probabilidade de ausência tanto de El Niño quanto de La Niña.

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Esses fenômenos estão ligados às variações de temperatura das águas do Oceano Pacífico equatorial. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento acima da média histórica, enquanto o La Niña ocorre com o resfriamento nessa mesma região. Apesar das causas ainda não serem totalmente compreendidas, os reflexos no clima brasileiro costumam seguir um padrão já conhecido.

No Brasil, a tendência é de mudança na distribuição das chuvas: enquanto o El Niño favorece precipitações mais intensas no Sul, pode provocar períodos de seca no Norte e Nordeste. Já o La Niña costuma produzir o efeito inverso.

Para este ano, no entanto, meteorologistas destacam que o principal impacto deve ser o aumento das temperaturas. De acordo com Marcelo Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), há preocupação com ondas de calor mais frequentes e intensas em todo o país, além de risco elevado de queimadas na região Norte durante o período seco.

Ele ressalta que, embora exista possibilidade de episódios de chuva mais forte no Sul, o cenário não indica necessidade de alarme imediato, mas sim de acompanhamento constante das condições climáticas ao longo dos próximos meses

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