Polícia descobre "kits de crack" e prende mulher por tráfico na Zona Leste de Porto Alegre

Investigação revela esquema organizado com "kits de crack" padronizados e estratégia de venda que imitava práticas de mercado ilegal na Zona Leste de Porto Alegre

8 abr 2026 - 22h18

Uma investigação que durou cerca de dois meses resultou na prisão de uma mulher e na descoberta de uma nova estratégia de comercialização de drogas em Porto Alegre. A ação foi realizada na manhã desta quarta-feira (8), pela 3ª Delegacia de Polícia.

Foto: Bruno Fernandes/Porto Alegre 24 Horas / Porto Alegre 24 horas

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no bairro Bom Jesus, na Zona Leste da capital, os policiais encontraram um esquema estruturado de tráfico, com indícios de organização e divisão de tarefas.

Publicidade

Ao todo, foram apreendidos 15 celulares, uma máquina de cartão, 42 pinos de cocaína e R$ 400 em dinheiro, em notas diversas, característica comum da venda fracionada de drogas.

O que mais chamou a atenção dos investigadores, no entanto, foi a apreensão de mais de 200 "kits de crack". Segundo a polícia, os traficantes estavam inovando na forma de venda, criando uma espécie de produto padronizado para facilitar o consumo e atrair usuários.

Os kits eram embalados individualmente, com etiqueta e lacre, incluindo até a orientação de não aceitar o produto violado, uma estratégia que, de acordo com o delegado responsável pelo caso, funciona como uma espécie de "marketing do tráfico", com tentativa de criar identidade e confiança na mercadoria.

A mulher presa seria responsável pela revenda dos kits e mantinha um depósito com o material em sua residência. Ela foi encaminhada para os procedimentos legais.

Publicidade

Ainda conforme a investigação, há indícios de uma rede organizada, com funções divididas entre quem embala, quem distribui e quem armazena a droga, caracterizando um trabalho manual e estruturado dentro do esquema criminoso.

Os celulares apreendidos também serão analisados para verificar se possuem origem ilícita ou se eram utilizados como moeda de troca por drogas.

A polícia segue investigando o caso para identificar outros envolvidos na organização.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações