Oscar Schmidt já sonhou com a Presidência e enfrentou Suplicy

Conheça a trajetória política pouco lembrada do "Mão Santa" e os detalhes da despedida do maior ídolo do basquete nacional

17 abr 2026 - 21h29

O Brasil se despede de um de seus maiores heróis esportivos com o decreto de luto oficial de três dias publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (17). O ex-jogador Oscar Schmidt, ídolo máximo do basquete brasileiro, faleceu aos 68 anos após sofrer um mal-estar em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo. Ele foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, mas não resistiu. De acordo com informações da CNN, o atleta já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia recente e enfrentava uma luta corajosa de 15 anos contra um tumor cerebral. A assessoria do ídolo informou que o velório será restrito aos familiares, preservando a intimidade da família neste momento de dor profunda.

Oscar Schmidt
Oscar Schmidt
Foto: Divulgação/COB / Perfil Brasil

Para além das quadras, o eterno camisa 14 da seleção brasileira teve uma incursão marcante e pouco comentada na vida pública nacional. Após retornar da Itália na década de 1990, o cestinha assumiu o cargo de secretário de Esportes de São Paulo durante a gestão de Celso Pitta. O desejo de contribuir com o país o levou a renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal. Naquela ocasião, Oscar recebeu impressionantes 5,7 milhões de votos, uma marca expressiva que demonstrava sua enorme popularidade. No entanto, ele acabou derrotado por Eduardo Suplicy e decidiu não concorrer mais a cargos eletivos. Em entrevista ao canal SportTV, o ídolo revelou que sua ambição política era ainda maior, pois seu verdadeiro desejo era chegar à Presidência da República para transformar a realidade brasileira.

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A carreira esportiva de Oscar foi marcada por recordes e conquistas que o colocaram no topo do esporte mundial. Conhecido mundialmente pelo apelido de "Mão Santa", ele foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Entre seus feitos mais memoráveis está a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, além dos títulos do Campeonato Sul-Americano em 1977, 1983 e 1985. Tamanha era sua importância que o atleta integrou o Hall da Fama da Fiba e, de forma inédita, o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga norte-americana. No início de abril de 2026 (04/2026), seu filho Felipe Schmidt o representou em uma homenagem do Comitê Olímpico Brasileiro, reafirmando o legado de um homem que se tornou sinônimo de resiliência e paixão pelo Brasil.

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