O que é cardiomiopatia hipertrófica, doença que afeta o músculo do coração

Condição de origem genética atinge cerca de 400 mil brasileiros e é uma das principais causas de morte súbita em atletas jovens

25 mai 2026 - 15h20
(atualizado às 15h21)
Gabriel Ganley
Gabriel Ganley
Foto: Reprodução/Instagram

O fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley morreu de cardiomiopatia hipertrófica (CMH). A doença é caracterizada pelo espessamento anormal e pela rigidez do músculo cardíaco. Considerada silenciosa, a condição não apresenta sintomas em cerca de 90% dos casos e afeta aproximadamente 400 mil brasileiros e 20 milhões de pessoas no mundo.

O que acontece no corpo

O aumento da massa muscular ocorre principalmente na região do ventrículo esquerdo. Esse espessamento dificulta o bombeamento adequado do sangue e, em algumas situações, pode provocar a obstrução na saída do ventrículo, comprometendo o funcionamento do coração.

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Principais causas

A origem da doença é, na maioria das vezes, genética. O aumento da massa muscular do coração também pode estar associado a outros distúrbios específicos, como a doença de Fabry, a doença de Danon e a síndrome do PRKAG2.

Risco de morte súbita

A CMH está entre as principais causas de morte súbita em atletas jovens. O risco para cada paciente é avaliado por médicos com base em um algoritmo que considera fatores como histórico familiar de morte súbita, redução da fração de ejeção, presença de aneurisma apical do ventrículo esquerdo, taquicardia ventricular não sustentada e fibrose identificada em ressonância magnética.

Tratamento e exercícios físicos

O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para reduzir complicações. Antigamente, a atividade física era proibida para esses pacientes, mas diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indicam que exercícios moderados trazem benefícios, desde que a pessoa esteja compensada e não apresente alto risco.

Até mesmo esportes competitivos podem ser liberados após avaliação e consenso médico. Em casos de maior risco global da doença, o implante de um desfibrilador garante segurança adicional ao paciente.

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Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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