Novo líder do Irã escapou por segundos de bombardeio que matou Ali Khamenei

Áudio vazado detalha como Mojtaba Khamenei sobreviveu ao ataque de EUA e Israel; Donald Trump relata que sucessor teria sofrido ferimentos graves

16 mar 2026 - 17h57

Relatórios divulgados nesta segunda-feira (16) pelo jornal britânico The Telegraph indicam que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, sobreviveu por uma margem de poucos segundos ao bombardeio coordenado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. O ataque resultou na morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, além de figuras da alta cúpula do governo em Teerã.

Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Kha
Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Kha
Foto: Majid Saeedi/Getty Images / Perfil Brasil

De acordo com uma gravação de áudio obtida pelo jornal, Mojtaba estava ao lado do pai na residência oficial, mas se dirigiu ao jardim da propriedade instantes antes de um míssil atingir o local, às 9h32 (horário local). O áudio, atribuído ao chefe de protocolo Mazaher Hosseini, descreve que membros da família e do gabinete militar foram vitimados na explosão.

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Apesar de ter sido oficializado como sucessor no dia 8 de março, Mojtaba Khamenei não realizou aparições públicas desde então. Em entrevista concedida na Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que informações da inteligência norte-americana sugerem que o novo líder do Irã foi "gravemente ferido" e teria sofrido a perda de uma perna.

Trump declarou que a ausência de imagens de Khamenei é incomum e que há relatos de que ele estaria desfigurado. O presidente reiterou que os Estados Unidos atingiram mais de 7.000 alvos na República Islâmica, reduzindo significativamente a capacidade militar do país.

Em represália aos ataques, o Irã efetuou o fechamento do Estreito de Ormuz, canal por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. O governo iraniano declarou que a via permanece interditada para países que apoiam a ofensiva militar estrangeira.

O governo dos EUA busca formar uma coalizão internacional para garantir a reabertura do estreito, pressionando nações europeias e asiáticas, como Japão (que depende de 95% do petróleo da região) e China (90%), a colaborarem com patrulhamento militar.

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A escalada do conflito gerou impactos em diversos países do Oriente Médio:

  • Irã: A Cruz Vermelha registra mais de 1.300 mortes em decorrência dos bombardeios.

  • Líbano: Confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah já causaram 820 mortes e o deslocamento de 800 mil pessoas.

  • Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram novos ataques com drones e mísseis nesta segunda-feira.

A situação agravou-se após o bombardeio norte-americano à ilha de Kharg, ponto vital para a economia iraniana, ocorrido no último domingo (15).

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