Nota Pública - INAC

11 set 2026 - 21h30
Resumo
O Instituto Não Aceito Corrupção manifestou apoio às decisões do ministro Edson Fachin que anularam medidas monocráticas e levaram temas críticos ao plenário do STF, em meio à crise de credibilidade da Corte. A entidade defende a apuração rigorosa do caso Banco Master e cobra isonomia para evitar impactos eleitorais. Por fim, o INAC vê uma chance histórica na aprovação de um Código de Ética pelo tribunal para resgatar a confiança pública e garantir a segurança jurídica institucional.

O Supremo Tribunal Federal vive crise de credibilidade sem precedentes em nossa história republicana e, ao perder a confiança pública, pode trazer como consequência grave erosão democrática e obstrução no processo de evolução e desenvolvimento do país, que somente pode avançar com as instituições fortalecidas.

Roberto Livianu
Roberto Livianu
Foto: INAC - Divulgação / Perfil Brasil

Desta forma, enaltecemos a importância das corajosas decisões do Ministro Edson Fachin em defesa do Estado de Direito e do primado da Constituição, ao avocar relatorias além de tornar sem efeito decisões monocráticas relacionadas ao afastamento do Diretor-Geral da Polícia Federal, levando a matéria para o âmbito colegiado, esfera própria para o debate e deliberação neste âmbito.

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Além disto, não é admissível que remanesçam sombras em relação a fatos mencionados e pessoas eventualmente envolvidas, no caso do Banco Master, tendo em vista o gravíssimo teor de mensagens que veio a público. Se for o caso, deve-se deliberar pelas investigações necessárias para apurar o que tiver de ser apurado, observado o devido processo legal e a ampla defesa. Isto deve valer para todos sem exceção.

O plenário deve decidir sobre a matéria de forma categórica. Aplaudimos também a determinação do Presidente Fachin no sentido de ter a sessão caráter público, em respeito ao princípio constitucional da publicidade e do direito fundamental de acesso à informação.

Mas alertamos sobre a prudência necessária na tomada de posição por parte da Corte neste período que antecede as eleições, para evitar influências jurisdicionais impróprias no ânimo dos eleitores, pois isto não cabe a magistrados, que devem sempre guardar eticamente a imparcialidade.

Neste sentido, aliás, o Ministro Relator do caso Master ali quebrou o sigilo mas manteve secretos os casos INSS e Dark Horse, o que pode ser mal interpretado, já que é imprescindível o zelo ao valor da isonomia constitucional para não privilegiar uns em detrimento de outros no embate eleitoral.

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Há, por fim, uma janela de oportunidade singular para se tomar decisão histórica no sentido de ser aprovada a adoção do Código de Ética pelo STF, como ferramenta crucial para resgate da confiança, estabilidade e segurança jurídica, que poderá servir para todos os Tribunais Superiores, tema sob análise e relatoria da Ministra Carmen Lúcia, com o qual se comprometam todos os Ministros.

Conclamamos o Supremo Tribunal Federal a decidir a partir dos valores constitucionais e da prevalência do interesse público.

São Paulo, 10 de setembro de 2026.

Conselho Superior e Diretoria Executiva do INAC (Instituto Não Aceito Corrupção)

www.naoaceitocorrupcao.org.br

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