Zelenskiy recebe prêmio Roosevelt por luta da Ucrânia pela liberdade

16 abr 2026 - 10h08

O presidente ucraniano, ‌Volodymyr Zelenskiy, fez um minuto de silêncio nesta quinta-feira pelas vítimas dos extensos ataques aéreos russos durante a noite ao receber o Prêmio Internacional Quatro Liberdades em nome do povo ucraniano por sua coragem durante os anos de guerra.

O prêmio, entregue na Holanda, foi ⁠inspirado no discurso do presidente dos EUA Franklin D. Roosevelt, em ‌1941, que delineou quatro direitos humanos fundamentais: liberdade de opinião e expressão, de culto, liberdade das privações e liberdade dos temores.

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A ‌Fundação Roosevelt disse que o prêmio ‌de 2026 foi concedido a Zelenskiy e ao povo ucraniano ⁠em "reconhecimento por sua corajosa luta por nossa liberdade e democracia em circunstâncias excepcionalmente difíceis".

Citando as dificuldades enfrentadas por seu povo, Zelenskiy declarou que a liberdade de viver sem medo não deve ser considerada como garantida.

"Essa liberdade fundamental ainda nos falta. Liberdade das ruínas, liberdade ‌daqueles que trazem as ruínas, liberdade daqueles que buscam destruir tudo ‌o que importa para ⁠as pessoas normais", ⁠disse ele.

Chamando o presidente russo Vladimir Putin de ameaça global, ele fez um ⁠apelo à comunidade internacional para ‌que mantenha seu apoio ‌militar, político e legal à Ucrânia.

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A guerra matou centenas de milhares de pessoas, deslocou milhões e devastou cidades ucranianas desde que a Rússia lançou sua invasão em fevereiro de 2022.

Uma cerimônia ⁠na histórica cidade de Middelburg, no sul da Holanda, contou com a presença do rei holandês Willem-Alexander e do primeiro-ministro Rob Jetten. A família de Roosevelt tem raízes na Holanda e sua neta Anne Roosevelt participou do ‌evento, dizendo que a guerra da Ucrânia mostra que a luta pela liberdade ainda está tão viva hoje quanto há 80 anos.

Outros ⁠laureados de 2026 incluíram o Comitê de Proteção aos Jornalistas, pela liberdade de expressão, e a ativista Gisele Pelicot, a francesa cujo marido foi condenado por convidar dezenas de homens para estuprar seu corpo inconsciente, pela liberdade dos temores.

A organização disse que o ganhador do prêmio de liberdade de culto não poderia ser nomeado devido a questões de segurança, enquanto a ativista chilena Isidora Uribe Silva ganhou o prêmio de liberdade das privações.

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Entre os ganhadores anteriores do prêmio estão o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan, a ex-chanceler alemã Angela Merkel, o líder espiritual tibetano Dalai Lama e o falecido presidente sul-africano Nelson Mandela.

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