Venezuela reabre poços de petróleo de estatal

Medida retoma exportações de commodity entre Caracas e Washington

14 jan 2026 - 10h07
(atualizado às 10h34)

A Venezuela deu início à reabertura de poços de petróleo da empresa estatal Petróleos da Venezuela (Pdvsa), que foi alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos. A medida retoma as exportações de petróleo bruto entre os dois países.

Pdvsa reabriu seus poços de petróleo e enviou barris aos EUA
Pdvsa reabriu seus poços de petróleo e enviou barris aos EUA
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Pelo menos dois superpetroleiros partiram da nação sul-americana na segunda-feira (12), cada um transportando aproximadamente 1,8 milhão de barris da commodity. Segundo fontes citadas pela Reuters, esses são os primeiros carregamentos sob um acordo de fornecimento de até 50 milhões de barris entre Caracas e Washington.

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No último 7 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a Venezuela entregará ao país entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana no dia 3 deste mês.

Segundo o republicano, a commodity será vendida nos EUA "a preço de mercado" e o dinheiro obtido será administrado por ele, para "garantir que seja utilizado em benefício do povo venezuelano e dos Estados Unidos".

Durante várias semanas, as exportações de petróleo venezuelano praticamente cessaram, marcando uma deterioração significativa do setor no país, em meio a pressões americanas.

Apenas a Chevron, petrolífera dos EUA com atuação na Venezuela, continuou a exportar petróleo bruto para o mercado americano com autorização especial, embora em volumes reduzidos e com limitações operacionais.

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Ao mesmo tempo, o conselho de administração americano da Pdvsa, nomeado pela oposição, divulgou um comunicado na terça-feira (13) anunciando que havia recorrido da venda da Citgo, subsidiária nos EUA da gigante estatal venezuelana, devido a "graves conflitos de interesse".

Ao não reconhecer o terceiro mandato de Maduro nas eleições de 2024, Trump ordenou o leilão da Citgo, que teve a venda aprovada várias vezes pelo Tribunal de Delaware, sendo a última em novembro de 2025.

Em dezembro, a então vice-presidente Delcy Rodríguez, não reconheceu o leilão da filial para a gestora de fundos Elliott Investment Management.

"A Venezuela não reconhece, nem reconhecerá a venda da Citgo", disse Rodríguez, que assumiu a presidência interina do país após a deposição de Maduro. 

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