Venezuela anuncia libertação de mais de 400 presos; ONGs contestam

Entre os detidos soltos estão os primeiros norte-americanos, segundo governo dos EUA

14 jan 2026 - 08h15
(atualizado às 08h31)

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou que mais de 400 pessoas foram libertadas das prisões do país nas últimas semanas como parte de um processo que o governo apresenta como um gesto de "paz" e promoção da "convivência civil".

Rodríguez, aliado do governo interino que assumiu após a captura do presidente Nicolás Maduro, fez o anúncio na noite da última terça-feira (13), durante uma sessão parlamentar.

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O venezuelano, porém, não divulgou um cronograma detalhado ou uma lista oficial com os nomes dos libertados ? um ponto que tem gerado dúvidas e críticas.

Organizações de direitos humanos contestam fortemente a versão oficial. Para a ONG Foro Penal, que acompanha casos de detenção por motivos políticos na Venezuela, o número real de libertados estaria entre 60 e 70 pessoas, uma discrepância considerável em relação aos números citados por Rodríguez.

As ONGs também denunciam a falta de transparência e a lentidão do processo, além de destacar que centenas de pessoas consideradas detidas por motivos políticos permanecem presas sem informações adequadas.

Entre os novos libertados, ao menos quatro são norte-americanos, informou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, que classificou a medida como "um passo importante na direção certa".

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"Saudamos a libertação dos americanos detidos na Venezuela", declarou. "Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas".

Esta é a primeira libertação conhecida de detidos americanos desde a deposição de Maduro. Para Rodríguez, as libertações representam um gesto de paz e não foram unilaterais nem acordadas com nenhuma outra parte.

No último dia 12 de janeiro, dois italianos ? o trabalhador humanitário Alberto Trentini e o empresário Mario Burlò ? também foram libertados, após uma "cooperação construtiva" demonstrada pela presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, e por "todas as instituições e pessoas na Itália que trabalharam com empenho e discrição para alcançar este importante resultado", segundo a premiê Giorgia Meloni. 

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