Ucrânia poderá precisar de 70 bilhões de euros extras em 2027 para guerra

UE e Kiev estão em discussões avançadas para delimitar com precisão as necessidades

3 out 2026 - 11h32
(atualizado às 11h41)
Resumo
A Ucrânia pode necessitar de até 70 bilhões de euros extras em 2027 para resistir à invasão russa, divididos entre suporte macrofinanceiro e defesa. A União Europeia e autoridades de Kiev já debatem o relatório técnico que irá ao Conselho Europeu em outubro. Contudo, o montante desafia o orçamento do bloco, pressionado pela inflação, e fontes diplomáticas alertam que a Europa não pode arcar sozinha com a conta, agravada pela desconfiança gerada por recentes denúncias de corrupção em Kiev.

A Ucrânia poderá precisar de até 70 bilhões de euros adicionais além do estimado anteriormente para o próximo ano, a fim de continuar resistindo à invasão russa.

UE e Kiev estão em discussões avançadas para delimitar com precisão as necessidades
UE e Kiev estão em discussões avançadas para delimitar com precisão as necessidades
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo apurou a ANSA, a União Europeia e as autoridades ucranianas mantêm discussões avançadas para delimitar com precisão as necessidades de Kiev e elaborar um relatório técnico que será submetido ao Conselho Europeu, prevendo-se a apresentação para o mês de outubro.

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Em relação a 2026, porém, não há "lacunas" na assistência já programada, embora seja considerado "fundamental" que o Parlamento da Ucrânia aprove o pacote de reformas estruturais em pauta.

Sobre a distribuição do montante adicional de 70 bilhões de euros, a maior parcela deverá ser voltada ao apoio macrofinanceiro para a estabilidade estatal, enquanto o restante será direcionado à defesa, em meio a uma situação de campo que evolui rapidamente devido ao uso ostensivo de drones russos.

Caso o cenário de novos aportes se confirme, o impacto financeiro representará um desafio extra para os 27 Estados-membros do bloco europeu, cujos orçamentos já enfrentam forte pressão pelo choque inflacionário decorrente da guerra no Irã.

"A Europa não pode arcar com tudo isso sozinha", advertiu uma alta fonte diplomática do bloco.

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A incerteza orçamentária e as recentes denúncias de corrupção surgidas desde a temporada de verão pesam contra Kiev, ainda que seus aliados sigam dispostos a conceder atenuações considerando o desgaste de um país atingido por quase cinco anos de conflito.

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