Tsunami de 481 metros no Alasca é o segundo maior já registrado, revelam pesquisadores

O tsunami registrado no Alasca em 10 de agosto de 2025 foi o segundo maior já documentado no mundo, concluíram pesquisadores.

7 mai 2026 - 16h40
(atualizado às 17h21)

O tsunami registrado no Alasca em 10 de agosto de 2025 foi o segundo maior já documentado no mundo, concluíram pesquisadores. Segundo o estudo publicado na revista científica Science, a onda chegou a impressionantes 481 metros de altura, maior que o edifício Empire State Building, em Nova York.

Animação mostra a formação do tsunami.
Animação mostra a formação do tsunami.
Foto: Science / Portal de Prefeitura

O fenômeno aconteceu no Tracy Arm Fjord, no sudeste do Alasca, uma região conhecida pelas geleiras, paredões rochosos e pela forte atividade turística. O local fica dentro da Floresta Nacional Tongass, uma das maiores áreas de floresta temperada do planeta.

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De acordo com os cientistas, o tsunami foi provocado por um enorme deslizamento de terra. Cerca de 64 milhões de metros cúbicos de rocha despencaram montanha abaixo em aproximadamente um minuto, atingindo o fiorde e deslocando uma enorme quantidade de água.

A força do impacto arrancou árvores e vegetação das encostas ao redor do fiorde, deixando marcas visíveis nas paredes rochosas. Pesquisadores compararam o cenário a uma "linha de banheira", onde abaixo dela praticamente não restou vegetação.

Geleira derretendo

O estudo aponta que o deslizamento foi causado pelo recuo de uma geleira devido ao aumento das temperaturas. Com o derretimento do gelo, parte da montanha perdeu sustentação e acabou cedendo.

Apesar da dimensão do desastre, ninguém ficou ferido. O tsunami aconteceu por volta das 5h30 da manhã, horário em que não havia navios turísticos nem embarcações no local.

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Sem imagens ou vídeos do momento exato da onda, os cientistas reconstruíram o episódio usando imagens de satélite, dados sísmicos, fotos aéreas tiradas depois do ocorrido e análises feitas no local.

Sinais

Os pesquisadores também descobriram que pequenos tremores foram registrados dias antes do deslizamento, indicando que havia sinais de instabilidade na montanha. Segundo especialistas, isso pode ajudar no desenvolvimento de sistemas de alerta para futuros eventos semelhantes.

O tsunami gerou uma onda sísmica detectada em várias partes do planeta. Parte da água ficou oscilando dentro do fiorde durante dias, fenômeno conhecido como "seiche".

O maior tsunami

O maior tsunami já registrado também aconteceu no Alasca, em 1958, na Baía Lituya, quando uma onda atingiu cerca de 520 metros após outro deslizamento de terra.

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Especialistas alertam que regiões geladas, como o Alasca e a Groenlândia, têm enfrentado impactos cada vez maiores das mudanças climáticas, aumentando o risco de novos deslizamentos e eventos extremos.

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