O presidente norte-americano, Donald Trump, participará da reunião de chefes de Estado e de governo da Otan que ocorrerá na Turquia em julho, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta quarta-feira, fornecendo uma confirmação que provavelmente levará a um suspiro de alívio nas capitais da aliança.
Embora os presidentes norte-americanos quase sempre participem das cúpulas da Otan, uma vez que Washington é o líder da aliança, foram levantadas questões sobre a participação de Trump este ano, pois ele expressou repetidamente sua irritação com a Otan sobre o que ele descreveu como sua relutância em ajudar os Estados Unidos na guerra contra o Irã.
Falando em uma audiência no Congresso nesta quarta-feira, Rubio abordou as frustrações de Trump, dizendo que sua principal irritação era o fato de alguns membros não permitirem que os EUA usassem as bases militares nesses países em um momento de crise.
Apesar de sua decepção com a aliança, Trump ainda participará do encontro, disse Rubio.
"Os Estados Unidos ainda fazem parte da aliança da Otan, e estaremos lá na Turquia para falar sobre todos esses tópicos. O próprio presidente participará da próxima reunião de chefes de Estado da Otan, onde todos esses pontos serão esclarecidos", disse Rubio.
Vários países da Otan resistiram a apoiar a campanha militar dos EUA contra o Irã, negando aos aviões militares dos EUA o uso de seu espaço aéreo ou recusando-se a enviar forças navais para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz para os navios-tanque.
Nas últimas semanas, Trump chamou repetidamente a Otan de "tigre de papel" e ameaçou se retirar da aliança transatlântica de 32 membros, argumentando que os aliados europeus de Washington confiam nas garantias de segurança dos EUA e, ao mesmo tempo, forneceram apoio inadequado para a campanha de bombardeio dos EUA e Israel no Irã.