O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (27) a suspensão dos ataques contra o Irã para abrir espaço a uma nova tentativa de negociação diplomática.
Em entrevista ao site Axios, o republicano afirmou que decidiu dar aos negociadores mais uma oportunidade de buscar uma solução por meio do diálogo. No entanto, ressaltou que está preparado para adotar uma "ação militar firme" caso os esforços fracassem.
"Estamos engajados em negociações muito aprofundadas com o Irã. Se elas não resultarem em um desfecho positivo, voltaremos a uma resposta militar muito dura", declarou.
Questionado sobre o prazo que pretende conceder às tratativas diplomáticas, Trump respondeu que não será longo: "Não muito; ou as coisas avançam rapidamente, ou nada resultará disso".
O presidente americano afirmou ainda que "todas as pessoas que lidam com o Irã" pediram que ele interrompesse a ofensiva e evitasse novos ataques, argumentando que Teerã estaria disposto a chegar a um acordo.
Ao explicar por que atendeu ao pedido dos mediadores, Trump disse que não tem "nada a ganhar, nada a perder" com a pausa, especialmente porque, segundo ele, os preços do petróleo caíram e o mercado de ações subiu após a suspensão dos ataques.
Durante o período de interrupção da ofensiva, Trump terá uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, nesta terça-feira (27).
"Vou conversar com Netanyahu sobre o fato de que, se eu não fosse presidente, o Irã já teria armas nucleares e Israel já teria sido destruído", concluiu o magnata.